<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062</id><updated>2012-01-08T20:30:01.493-08:00</updated><title type='text'>eu quero o amor que mata</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>98</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6359237710275953721</id><published>2012-01-07T13:29:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T13:30:19.900-08:00</updated><title type='text'>janeiro</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; "&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: Verdana, sans-serif; "&gt;procurando em outro lugar o que deveria encontrar em mim, me perdi numa calçada quente de verão. ouvi dizer que algo bom existia lá no fim de tudo, lá onde acaba o resto de cansaço pronto pra desistir, porém já não acumulo esperanças. ouvi um grito esta noite e acordei, pensei que me chamavam, mas era apenas mais um pesadelo não meu, sonho longínquo de quem espera alguma coisa, qualquer coisa. a vontade de sempre é a de fazer tudo em outro lugar, de cometer um delito inédito num futuro que poderia ser hoje. não descanso, não comemoro, não dou voltas em torno de ninguém do qual eu não possa fugir depois. estou às tontas acordando e dormindo num sábado de sol farto de possibilidades que não quero. pensei em contar outra história, mas na curva de agora despenquei como em tantos passados - repetição barata e sem credibilidade. eu poderia estar cantando debaixo do chuveiro e depois sair pra passear, mas me falta o inferno a queimar sem desistência ou retorno, me falta esta febre ir embora e voltar nova no meio das pernas, ao redor e no meio das pernas. que estas vozes que escuto venham o quanto antes assoprar algum calor recente em meu pescoço de pele fina e estrangulada de novidades vãs, que não vão embora, que não partem nunca.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:12.0pt;font-family:&amp;quot;Verdana&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;mso-bidi-font-family: Calibri;mso-bidi-theme-font:minor-latin"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6359237710275953721?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6359237710275953721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6359237710275953721&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6359237710275953721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6359237710275953721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2012/01/janeiro_6074.html' title='janeiro'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-599903418992218343</id><published>2011-11-16T11:15:00.001-08:00</published><updated>2011-11-16T14:30:52.251-08:00</updated><title type='text'>o menor nome do mundo</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;tinha o menor nome do mundo, o mais curto e mais bonito  nome do mundo. seus olhos eram grandes e bem longes um do outro - um me  olhava enquanto o outro pensava se me olharia de novo. suas mãos me  diziam adeus a todo momento e sua cabeça afirmava que sim, que eu  poderia, sim, esperá-lo. em sonho dançávamos uma valsa alegre e longa,  dançávamos até o dia amanhecer em outro país que não o meu. eu repetia  seu nome várias vezes ao dia, na tentativa histérica de que a repetição  dessas duas minúsculas palavras pudessem trazê-lo para perto de mim sem  retornos. fazia planos e pensava no passado que eu deixaria pra trás  quando juntasse seu nome ao meu. imaginava aquelas poucas letras  escritas em uma roupa minha e na casa inteira, em vermelho, claro, a cor  da minha imaginação fugidia de sempre. espalhava notícias inventadas  sobre mim e aquele nome longe e terno e, dia após dia, fui construindo  uma história impossível e minha, tão somente minha. eu era uma ladra de  nomes e queria roubar o seu, que era tão pequeno e sonoro, e enterrá-lo  sem piedade na terra velha de um vaso que há anos permanecia em minha  lavanderia úmida e pouco freqüentada. preciso também falar de seus  cabelos, que eram escuros como uma noite sem lua, cabelos que eu fingia  me pertencerem e com minhas mãos pegajosas os tateava e arrancava um a  um em meus trágicos pensamentos.  aquele nome não  podia suspeitar de mim e de meus doces gestos ensaiados, se soubesse,  fugiria. se conhecesse meu real desejo de enfeitar minha vida com seu  nome, mandaria me matar para que pudesse viver em paz. por isso, com  grande esforço e concentração, me mantive lúcida aos seus olhos, medindo  palavras e disfarçando intenções. pobre vítima minha este nome, que, de  longe e em segredo, sofre interferências de meus piores pensamentos.  pobres letras, retas e ingênuas, que eu sufoco na noite escura e no dia  claro, lá em cima, no céu, e nas paredes que me escondem e protegem  todos os meus crimes de amor. tratei de apertar com força seu nome em  meu punho fechado, para que essas poucas letras não me escapem jamais e  eu as possa lhe devolver um dia, depois de feito o acordo, depois de um  beijo roubado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-599903418992218343?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/599903418992218343/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=599903418992218343&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/599903418992218343'/><link 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style="font-size:130%;"&gt;estou há dias adiando esquecer uma história, enterrá-la,  mudar de assunto, mas não sem lamentar a decisão de esquecer. quando  penso que quase, bem quase dentro de mim toda já está tudo pronto para  que isso aconteça, a história volta sozinha, sem que eu a chame, busque  ou a amarre aos meus pés. então fico mais um pouco até começar a  deixá-la ir embora outra vez. a vida, às vezes, nos desorienta demais.  não há pergunta nem resposta que baste nessa hora, só uma falta de  sossego sem precedentes. eu quero esquecer porque não quero que doa lá  na frente ou logo mais. quero esquecer porque desconfio de seu vazio e  me sinto tola. mas é difícil sepultar uma dúvida quando nesta contém  desejo, é difícil esperar a semana que vem e depois a outra e o tempo  que, sozinho, transforma tudo em passado. é doloroso suspeitar que algo  que gostaríamos imensamente de possuir e viver, talvez não seja pra  gente, não possa em tempo algum levar nosso nome. é um querer cego e sem  sentido aparente, mas tão prazeroso de sentir que dá pena deixar pra lá  logo de uma vez pra nunca mais. e então, vamos adiando. pois quando  decidimos finalmente esquecer, parece que perdemos algo, um pedaço fica  solto no mundo, sem dono e sem proteção e, dependendo da situação,  ficamos pensando por um longo tempo como essa parte deixada estaria se  ainda estivesse por perto nos aquecendo mesmo que apenas em pensamento. é  de enlouquecer esse negócio de desistir sem ter certeza absoluta. dá  medo e dá saudade antecipada. isso que estou escrevendo não é  propriamente um texto literário como são todos os outros deste blog que  vos fala, mas, sim, um desabafo, real e sincero, de alguém – que sou eu,  que espera pra mudar de idéia e deixar tudo por conta do esquecimento,  mas não consegue.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2455456013208002275?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2455456013208002275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2455456013208002275&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2455456013208002275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2455456013208002275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2011/10/estou-ha-dias-adiando-esquecer-uma.html' title='para esquecer'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2182774022397283700</id><published>2011-09-29T13:14:00.001-07:00</published><updated>2011-10-09T20:06:12.984-07:00</updated><title type='text'>o mapa do mundo</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;aqui estou, deitada no meio do mundo, no meio do vento,  praticando a distância. já não sei se estou esperando, talvez nem pense  nisso, mas a verdade é que houve um barulho novo, bom e inesperado. não  sinto frio algum além daquele que sobe lentamente, começando exatamente  pelo meio do corpo e ocupando, por fim, o resto todo, desmedidamente. frio que vira calor. em volta tudo fica amarelo, um pouco misturado com  vermelho – minha cor preferida. não sei com certeza onde estou, assim  como jamais saberei, certamente lugar nenhum pode nos dar este recado. inútil saber certas coisas quando se está no meio de um lugar sem nome,  sem passado e sem rostos conhecidos. o mundo é mesmo muito longe. é  claro que posso escolher e, como sempre, escolho ficar; sempre dá pra  fugir depois, mesmo que não sem dor. que lugar alto este. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;a  vertigem me provoca cócegas e eu rio, rio sozinha aqui do alto. viver é  muito extenso e exige tempo e paciência, no mais a gente aprende e se  transforma. talvez eu não volte, pelo menos não inteiramente. o tédio  foi embora e agora vivo diferente: um novo sentido na língua, uma  pontada no coração e as mãos um tanto trêmulas. às vezes assobio pra  passar o tempo, finjo que canto alguma coisa, conto os passarinhos e  enumero pontos distantes no céu quando é noite. está tudo bem por aqui. é  alto, é longe e a vida é somente minha e para mim. quando olho pra  baixo sinto medo, por isso estou sempre com a cabeça muito pra frente ou  pra cima, tomo todos os cuidados pra não correr o  risco de desistir. distância alguma pode me levar pra mais longe do que  já estou ou sempre estive. não sinto saudade de nenhuma rua e nem  preciso me lembrar, embora eu me lembre, de nenhum acontecimento  passado. o tempo custa a passar e eu gosto assim, é sempre tarde do  outro lado, posso ver no escuro um olho quase se fechando sem fechar,  posso ver aqui do alto quando o dia nasce de cansaço. tantas palavras no  mundo, tantas frases ditas tantas vezes e eu não sei como dizer. às vezes grito  sem intenção alguma e posso ouvir o eco no vento que volta e refresca. é  bonito. enviarei notícias dentro de uma caixinha decorada. quase tudo  cabe agora e é bem-vindo. e o mundo, que era grande e longe, agora está mais perto de mim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2182774022397283700?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2182774022397283700/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2182774022397283700&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2182774022397283700'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2182774022397283700'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2011/09/aqui-estou-deitada-no-meio-do-mundo-no.html' title='o mapa do mundo'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3591941169234490201</id><published>2011-06-25T12:26:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T15:28:29.402-07:00</updated><title type='text'>o gigante azul</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;era grande, o que o permitia estar sempre em mais de um lugar ao mesmo tempo. talvez pudesse aproveitar, mas o fato é que tal característica mais o incomodava do que trazia benefícios. era abastado de sentimentos diversos e tinha grande dificuldade em fazer escolhas, uma vez que possuía todas elas dentro de si. era sempre visto como um afortunado ou um covarde, quando não era nem um nem outro. ocupava o mundo todo, conhecia os sete lados e perdia-se irreversivelmente na imensidão de possibilidades. esforçava-se como podia para satisfazer-se em meio a toda sorte de ofertas que lhe chegavam sem que houvesse pedido. ser grande era assim: de um lado dormia, de outro acordava. sonhava com o paraíso. queria ser mágico e saber mentir, porém vivia todo o tempo num presente feito de passado que nem chegava a conhecer, pois, quase sempre, chegava com algum atraso em seu próprio outro lado. perdia muito tempo tentando entender-se e encontrar uma maneira mais igual de ser. era delicado demais para lidar com questões tão urgentes e simultâneas. por ser azul algumas vezes misturava-se ao céu e passava um tempo por lá, camuflado, na busca de um descanso passageiro. sentia uma inveja triste dos seres minúsculos e aparentemente insignificantes. o que complicava era que sabia de sua própria insignificância, não se sentia útil e muito menos um herói como fazia acreditar seu tamanho terrível. é claro que pensava na morte como solução imediata, mas a realidade é que lhe faltava coragem para o fim. era um gigante sem finalidade. nada cabia nem servia, embora parecesse o contrário. tudo faltava ou era demais. quando chorava, chovia; portanto tentava controlar emoções extremas, o que, devido à situação, exigia grande esforço e ar puro. conhecia as vantagens, mas, ainda assim, se pudesse escolher, preferiria ter uma vida normal e idiota como a da maioria. mas era tarde, já haviam escolhido por ele e era tarde. era amoroso demais pro seu tamanho, não combinava, aliás, nada combinava, porque era, literalmente, feito de vários pedaços e restos e começos e histórias esquecidas ou ainda não contadas. era em si mesmo o seu mapa e sua terra, tinha inferno e céu próprios. só lhe faltava o paraíso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3591941169234490201?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3591941169234490201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3591941169234490201&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3591941169234490201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3591941169234490201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2011/06/o-gigante-azul_25.html' title='o gigante azul'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1859011045213995784</id><published>2011-03-23T11:36:00.000-07:00</published><updated>2011-03-23T16:55:07.317-07:00</updated><title type='text'>a ponte</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;a música era bonita e tudo esquentou ao redor. dava pra sentir o coração que saia do peito sem garantia de volta. eram dois. a luz ficava menor e resolveram dançar juntos. fabricavam, a cada passo, um momento inesquecível para pensar depois, antes de dormirem separados. existiam as cores, isso era certo, o resto era imaginação de boa qualidade. a mesa os esperava na volta, a bebida esquentava e a eternidade pedia um minuto a mais de silêncio e vapor. a volta pra casa poderia não existir, era só continuarem, se soubessem como fazê-lo. se soubessem. a compreenção de todas as coisas se tornou algo simples e valorozo, só precisavam aprender a não terminar a dança e aquela noite desigual. mas não estava escrito em lugar algum, iam ter que adivinhar. tinha também uma ponte meio amarelada de velhice, era por ela que haviam passado pra chegar até ali, era por ela também que passariam se não entendessem depressa como ficar, não ir e não voltar. tinha um céu que cobria sem proteger e o ar ventando lá fora, limpando o resto de noite que sem muito sussesso tentavam esticar. as horas realmente não demoram a passar quando mais precisamos delas, quando mais gostamos de cada pedaço do tempo que, sendo, já é também passado. o dia começava a embranquecer e eles ainda dançavam a música que ia ficando longe, dançavam com medo de morrer. uma voz aflita e fria pediu desculpas e ordenou que se retirassem, já não havia mais tempo para decisões inférteis. a ponte estava lá, como um caminho escancarado e cruel. se fossem, morreriam, se ficassem precisariam aprender a não morrer juntos pelos mesmos motivos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1859011045213995784?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1859011045213995784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1859011045213995784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1859011045213995784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1859011045213995784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2011/03/ponte.html' title='a ponte'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-9050571041824576019</id><published>2011-02-05T17:50:00.001-08:00</published><updated>2011-02-05T18:06:33.107-08:00</updated><title type='text'>o fim das coisas que não nascem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;primeiro ele levou a esperança embora, e depois foi  também. cavou com destreza e ignorância um final para aquilo que, por  sorte, tinha abocanhado numa dessas voltas estranhas que a vida dá na  intenção de ajudar sem barganha. mas ele não percebia e nem se  contentava com tais chances e ofertas. com o desespero típico de quem não  sabe o que faz, jogava-se um pouco por dia ao nada sem mistério ou  sofisticação. de perto, porém distante e só, eu observava gesto tão  doente. acolhi a causa e expliquei com a calma de quem acredita,  soletrei as palavras, caprichei nas frases e fiz promessas. era um homem  cansado e velho em sua estupidez sem solução próxima. uma imagem  infeliz era o que se podia observar do alto da montanha. mudei a tática,  o caminho e por pouco não fui engolida. agora escapo. ele, sem razão  decente, caminha solto e espalha culpas no escuro. mas já não engole  mais fogo, suas piadas perderam a graça e o que se vê é a solidão  esquecida e sem norte. várias vidas serão necessárias para que a flecha  caia no lugar certo, mas eu não posso esperar porque estou ocupada  demais com o que nasceu pra ser exato. a alegria é o êxito que se  encontra por acaso, cada um que tome conta de seu pedaço, sem disfarces  ou adiamentos. a vida não aceita desperdício ou desaforo.  fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-9050571041824576019?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/9050571041824576019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=9050571041824576019&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9050571041824576019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9050571041824576019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2011/02/primeiro-ele-levou-esperanca-embora-e.html' title='o fim das coisas que não nascem'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-750074946375858773</id><published>2011-01-23T13:49:00.000-08:00</published><updated>2011-01-25T11:25:31.817-08:00</updated><title type='text'>eu não sei voltar</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;pode ser que a vida não se encarregue de esclarecer tais acontecimentos, pode ser que seja tudo uma invenção milagrosa e sem coragem. quando terminar continuarei sem entender se fui eu quem escolhi ou se simplesmente não haviam opções sensatas. acho que fui pouco específica ao fazer minha lista de pedidos importantes, sendo assim obtive metades desiguais. aceito. é uma maneira de fugir do tempo, dando tantas voltas talvez eu envelheça menos ou mais devagar. penso que há apenas um lugar para se estar e recordar depois, é pra dentro que se espalha todo sentimento alcançado ou desistido. é pra dentro que se foge e se perde. os medos me deixaram para nunca mais voltar, agora assumo sem vergonha que foi assim que desejei. pode me bater, devo merecer. pode me acusar, todos os adjetivos cabem aqui. perdi quase tudo o que havia aprendido sobre mim e agora fico tímida se me entendem mal. decorei inúmeras respostas para entender que agora elas não servem mais em espaço algum, o assunto mudou e me desviei de tudo para o que havia me preparado. os círculos e todos aqueles desenhos indecifráveis na parede perderam seu valor para sempre. que tolice ter acreditado tanto.  a recompensa é que agora todas as questões se tornaram inexoravelmente muito antigas. já não há mais tempo, escolhi ficar aqui dentro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-750074946375858773?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/750074946375858773/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=750074946375858773&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/750074946375858773'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/750074946375858773'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2011/01/eu-nao-sei-voltar.html' title='eu não sei voltar'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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guardei sem guardar em meus ouvidos mau intencionados. dediquei os últimos anos a exercitar minha falta de razão, obtive incrível sucesso e finjo que sobrevivi àos ardores que inventei e faço de conta que hoje quem manda sou eu - mentira útil para que eu possa continuar por aqui me distraindo com o tempo que não me merece. existem notícias de que no fim haverão  grandes acontecimentos, mas confesso não acreditar na esperança alheia. não existe, aliás, nada menos servil que a esperança, é somente uma bobagem que inventaram pra poder escapar sem precisar fugir. aplicarei o que sobrou no que estiver mais próximo e for mais conveniente e macio. para todas as outras coisas sem função, o adeus merecido de quem nunca chegou e por isso se despede. deveria ser comum ir embora. o amor é igual a vida, que a gente finge que entendeu e adia para sempre o momento de partir. nenhuma resposta para todas as perguntas falidas sobre a terra e outros desertos maiores. aqui estive e em todas as portas de banheiro rabisquei e duvidei. estendo agora uma faixa branca e inútil para o que não há de vir. nenhum vento pra balançar o passado vivido ou sonhado. nenhuma palavra na fumaça do amor que queimei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4194528675531271950?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4194528675531271950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4194528675531271950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4194528675531271950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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style="font-family:verdana;"&gt;podia escolher, mas optou por tomar aquela chuva. logo na saída do supermercado pôde ver a água encharcando a noite generosamente. deu o primeiro passo em direção a rua. pensou em acender um cigarro, mas logo viu a inutilidade do gesto. estranhou-se. ele, sempre tão comedido em seus atos, tomava chuva num começo de noite de terça-feira. alegrou-se de uma alegria simples e desconhecida. imaginou ser este o sentimento das pessoas descompromissadas com a seriedade da vida e seus rumores.  invejou-as por um instante. deleitava-se em sentir-se tão finitamente outro. sim, iria acabar. não poderia  perder-se de vista, não ele. era o que intuia. o caos tomava conta das ruas e ele se divertia torcendo para que sua casa misteriosamente se tornasse um lugar longe, podendo assim estender sua extravagância. e se alguém me ver? sentia a espinha esfriar. era um pecador de si mesmo em uma noite quente e  desprotegida. pensou em sua mãe. lembrou de seu olhar enquanto explicava a ele sobre todos os medos que nunca deveríamos ter. e pensava que, só por isso, ele possuia todos. a excentricidade alheia o apavorava. era das pessoas e suas perguntas que ele se escondia e, por tanto se esconder, esquivou-se de todas as possibilidades de se tornar, um pouco que fosse, feliz. a chuva aumentava e vinha agora acompanhada de relâmpagos. uma beleza de noite, rodopiando entre a clareza e a escuridão. combinava com ele. sorria pra dentro de si e degustava excitado seu prazer passageiro. passou por sua cabeça ter descoberto alguma novidade enquanto se molhava, mas, por preguiça ou medo, não deu sequência a tal pensamento. sua chegada se aproximava, já podia avistar a janela fechada de seu apartamento. era sozinho por escolha e medo. sempre o mesmo medo. eram íntimos, ao mesmo tempo em que se evitavam. o mais coerente seria que ele, como todos em sua volta, estivesse tentando escapar do mal tempo. mas ele tinha esperança. esperança de quê? não sabia. gostaria apenas de eternizar este momento de entrega vã e descabida. mas o fim veio rápido, já se encontrava em frente ao prédio onde morava. deu adeus às suas vontades sem coragem, chacoalhou os cabelos e entrou. era um homem grave, mas, ainda assim, ela estava disposta a oferecer a ele o seu amor. em segredo, o salvaria.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-9150555568274838244?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/9150555568274838244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=9150555568274838244&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9150555568274838244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9150555568274838244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/09/breve-historia-possivel.html' title='breve história possível'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-9117532319752367278</id><published>2010-09-25T13:30:00.001-07:00</published><updated>2010-09-25T14:11:12.655-07:00</updated><title type='text'>do desencontro</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;por um instante curto e valioso acreditei ter ganhado um prêmio que sempre pensei merecer. busquei adjetivos que denominassem minha nova condição, fiz planos a médio prazo e sorri vitoriosa com meu encontro tão desejado. visualizei a confusão se afastando, as noites afoitas se despedindo e me aqueci com tão novo calor. assumi, então, que o esperava pronta e bem vestida, sabendo que em uma escura noite ele aconteceria e eu o reconheceria em meio a profusão de acontecimentos que vinha sendo minha rotina de pessoa que procura. já me imaginava coberta de razões, contente por ter sido atendida em meus desejos não confessados. comecei a me preparar para abandonar os gritos e a felicidade passageira a qual me entregava com prazer. sem arrependimentos pelo corpo, sem ter deixado nada para trás e tendo feito absolutamente tudo o que a mim coube, me percebi pronta e decorei um nome só que repetia sem parar por achar bonito e sonoro. me convenci sem maiores esforços a me deixar ser costurada, obstruindo minhas saídas e guardando em mim um rosto só, um único cheiro e motivo. estava decidido, meu amor finalmente exerceria sua função e eu seria adulta e feliz. fui fechando os cortes, dando fim aos restos, apagando mensagens e esquecendo segredos antigos - abrindo espaço para a novidade que eu havia abrigado. passei a desenhar corações no espelho embaçado do banheiro, escrevi seu nome com caneta azul em minha mão, fiz o desenho de seu cabelo em um papel branco que guardei debaixo do travesseiro pra poder dormir em segurança. não posso garantir que não inventei mais uma mentira ou imagem apenas pra passar o tempo enquanto não adormeço. não me conheço tanto assim, apenas me entrego aos riscos na intenção de encontrar algum conforto. o que existe de real é que optei por encurtar o caminho e me perdi, afastando qualquer promessa aconchegante. com o passar dos dias observei a destruição decadente de meus planos pueris. entendi que você nunca existiu em lugar algum além de dentro de mim, onde ficará até que eu mesma me perdoe e me liberte dos estragos. te guardo quente e não deixo ninguém manchar sua reputação, te defendo pelo que me trouxe. sinto-me tola por ter cometido o engano de acreditar em um novo e desejado incêndio, mas não troco esta dor pelo vazio de antes. o não-amor dói, mas doía mais quando eu desconfiava não ser capaz. talvez eu mereça essa gentileza pela metade. encontrei maneiras de viver de longe o amor que suspeitei. adaptei meu corpo e meu olhar, te espio em segredo e espero sem esperar realmente. na prática tudo está igual: a rua, as pessoas erradas, os exageros e a falta de finalidade das noites que sempre terminam. mas te escondi dentro de mim e bem baixinho converso com você e invento suas respostas que, invariavelmente, me fazem sorrir e viver mais. faço de conta que você saiu pra comprar os jornais do dia e se distraiu no caminho, e que há de voltar no meio de uma noite inesperada. o amor é uma violência que combina comigo, por isso nunca desisti de esperá-lo. eu quero o amor que mata.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-9117532319752367278?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/9117532319752367278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=9117532319752367278&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9117532319752367278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9117532319752367278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/09/do-desencontro_25.html' title='do desencontro'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-916105558579629423</id><published>2010-09-24T12:36:00.000-07:00</published><updated>2010-09-24T19:19:48.136-07:00</updated><title type='text'>no deserto</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;gostaria muito que palavras, ditas ou escritas, pudessem, de fato, valer alguma mudança. eu realmente estaria salva se pudesse ser eu mesma a minha  própria garantia. é expondo que me movimento pra alcançar ou apalpar algum entendimento. enumero diariamente meus segredos e desejos em um pedaço de papel, espalho confissões pesadas e, por vezes, ultrapasso a disposição do outro. devo ser cansativa. a maneira pouco conscienciosa que escolhi de enfrentar o amor e coisas piores não me resulta vitórias e nem me aproxima da vida clara e simples que eu gostaria de exibir. mas não consigo almejar outro modo e muito menos sinto culpa, não assino embaixo de nenhum fracasso. minhas intenções, mesmo quando não passam de equívocos, são inteiras e reais, jamais opto pela metade das coisas e dos gestos. no entanto, ao olhar pra fora encontro muito pouco, me entristeço e volto a nadar sozinha e mal intencionada. tenho rondado o perigoso desejo de querer desistir, mas este, como qualquer desejo, só pode prosperar se nascer naturalmente, e não acredito que tamanha falta tome conta de mim. sei que a desistência talvez fosse uma solução, mas tenho total entendimento de que, para certas coisas, não existem retornos ou desvios. investi muito alto e por muito tempo em ser o que sou, e agora não saberia reconhecer o caminho que me fizesse voltar e recomeçar de outra forma. meus meios são pouco nobres mas minhas razões são genuínas, e confesso que  me envaideço por ter dado tão certo o meu plano cego de chegar viva  até aqui. mas esta certeza é apenas minha e sem proteções. tento incansavelmente me espalhar e sugerir barganhas, mas falta algo que se encaixe com perfeição, algo que se mantenha comigo e me lambuze dos sentimentos reais que nunca me chegaram. o que me corrompe é a necessidade de precisar dividir calores e felicidade para que estes existam efetivamente, se eu me bastasse talvez nem estivesse agora escrevendo essas desanimadas palavras. esta lacuna não é nenhuma novidade, porém, sempre houve uma esperança vil em encontrar algo que promovesse em mim algum sentido. seja como for, não posso mais me apoiar nisso, não consigo mais disfarçar. mas também não sei desistir realmente. encontro-me agora em um ponto suspenso, onde um ar velho e pesado balança meus cabelos  frustrados. o tempo não pára para que eu possa decidir, e além do mais, mesmo que isso fosse possível, eu não iria aceitar porque tenho pressa. não me enxergo nas pessoas que protelam, não acredito ser possível destratar um desejo desta forma, deixando-o para depois. em uma de minhas extremidades existe uma flecha apontando para frente, é o que me orienta. meu caminho é nítido e certo, mas me desamparo ao ter que contar com o que me é alheio. os desejos frouxos e mornos dos que me cercam arrancam-me com violência desta vida que levei a sério. tenho enorme talento para viver, mas preciso admitir que a vida é um deserto com mania de grandeza.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-916105558579629423?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/916105558579629423/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=916105558579629423&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/916105558579629423'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/916105558579629423'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/09/no-deserto_24.html' title='no deserto'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5147085420857326028</id><published>2010-09-19T11:10:00.000-07:00</published><updated>2010-09-19T19:28:00.626-07:00</updated><title type='text'>ausência</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e então disse: vou buscar outra maneira. foi, correu riscos vãos e voltou, outra vez, sem nada de novo pra carregar sobre os ombros desejosos de algum peso inédito. quis desistir, mas lembrou que a desistência era evidentemente mais trabalhosa que a continuidade coerente dos fatos. seguiu. experimentava, mudava de idéia, de olhares e de companhia em sua cama cansada. era muito claro o que não servia para si e, para além dos muros, espiava o que ainda não lhe chegara, ansiava novas possibilidades. disfarçava perfeitamente bem, porém, observando de perto, seus gestos pedintes revelavam tamanha espera. entre uma mentira e outra inventava ruídos que nunca chegavam, e quando chegavam era sempre de forma diferente da imaginada. idealizava gemidos e sensações, e solenemente, os aguardava. fingia gostar, sorria  demoradamente e prometia baixezas nos ouvidos oferecidos da noite. quem sabe por tanto fingir não acabaria gostando realmente. porém, o que sabia era grande, muito maior do que aquilo que, cinicamente, ensaiava contentar-se. a realidade era que a cada novo enforcamento pouco sobrava, lembrava por dias pequenos e depois dispensava do pensamento. pensava tanto, criava imagens tão verdadeiras que, de tão vívidas, quase não precisava que fossem reais num plano fixo de terra firme e segura. talvez nem quisesse, talvez estivesse enlouquecendo de uma vez por todas a fim de satisfazer heroicamente os que sempre apostaram na loucura como sua única e fatídica salvação. quem sabe não fosse mesmo uma bela idéia entregar totalmente as rédeas da imaginação que sempre a rondara e lhe trouxera benefícios. se era livre, podia também ser insana e sem explicações. e assim, morrer se tornaria simples. e agora basta de aplaudirem, os gritos aqui têm dono e atendem por um único nome.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5147085420857326028?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5147085420857326028/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5147085420857326028&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5147085420857326028'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5147085420857326028'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/09/sa-e-salva.html' title='ausência'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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tempo presa ao que inventei esperar e existir, portanto vou me distrair dos motivos errados que escolhi vasculhar, remexer. sou vã, sempre fui. não possuo finalidades e posso mentir toda mentira do mundo e acreditar em instantes que não quero mais que durem. o tempo passou tão rapido que mal consigo visualizar e enumerar o absurdo de acontecimentos recentes. me coloco agora onde nunca estive ou quis estar - no começo. me reinicio na esperança de  anular o passado confuso e invisível. não quero pegar em nada nem ter nada que se obtenha através de planos. não posso mais cair nos buracos vazios que são os meus planos que não acontecem. estou livre. já não peço, não rezo, não faço promessas e nem quero chegar. solto meus pés do chão e me deixo, levemente,  sem pesar nem desejo. o querer me cansou,  esgotou em mim minhas próprias possibilidades e invenções. estou exausta de meus próprios pedidos e anseios. se nada chega, não vou buscar. garanto que essas palavras representam a desistência em seu melhor sentido.  me dou ao nada, e só a ele, por amparar minhas faltas e me confortar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2280622092795214943?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2280622092795214943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2280622092795214943&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2280622092795214943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2280622092795214943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/09/zero.html' title='livre arbítrio'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5695241436831925228</id><published>2010-08-09T15:14:00.001-07:00</published><updated>2010-08-09T16:20:05.960-07:00</updated><title type='text'>o perigo</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;minha intenção real é prosperar no que me é alheio, até que tudo se transforme num grande absurdo, numa história que perde seu começo e termina mal. o que realmente me interessa pode ser considerado capricho e vaidade sem futuro. admito que só mesmo o que não presta me tráz sentimentos vitais e calores que perduram por dias, alimentando vontades esburacadas. tenho me repetido, há muito tempo tenho me repetido, seja por palavras ou atos indisfarçáveis. mas preciso continuar, mesmo que o assunto seja o mesmo. os caminhos errados e efêmeros são os únicos capazes de aliviar meu cansaço eterno e triste. perdi uma parte importante no que diz respeito ao entendimento comum do que é nobre e certo. sou leal comigo, assumo máculas e pedaços perdidos que não fiz e nem faço questão de resgatar. quero o que se estraga e não dura, mas também desejo o interminável e para sempre. têm momentos em que penso que a calma e a estabilidade poderiam me preparar melhor e me trazer algum conforto. mas logo lembro que minhas escolhas deficientes são meu único privilégio numa vida que considero tola. pode soar como desespero, mas é só honestidade e insatisfação. não vou me reconhecer em nenhum outro caminho, mesmo este sendo o melhor pra quem me assiste e se lamenta por amor. o amor entrou em mim pela porta dos fundos e se alojou em meio a sujeira e a beleza que inventei existir. não vou tentar outras vias nem fabricar razões que não sejam as minhas próprias. sou amoral em relação aos sentimentos. amo, me sujo, odeio, me arrependo, amo de novo e não cumpro minhas promessas. não vou cumprir, mesmo que continue prometendo, e isto vai acontecer, não cumprirei. estarei sempre indo em direção ao que, em tese, não deveria me servir e que é justamente o que me serve. vou me enforcar para atender expectativas e depois vou viver de novo. existir não é justo. é mesmo muito perigoso ser feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5695241436831925228?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5695241436831925228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5695241436831925228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5695241436831925228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5695241436831925228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/08/minha-intencao-real-e-prosperar-no.html' title='o perigo'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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bem abertos, um coxixo que dizia existir, sim, uma solução para seu problema com o escuro. como, pensava ele, como? o coxixo coxixou somente isso e foi embora, sem deixar nenhuma pista, deixando o coelho ainda mais desassossegado do que sempre fora. passou a dedicar seu tempo a tatear a solução prometida em segredo. até que sonhou um sonho digno de espanto. no sonho existia uma mão sem o resto do corpo, uma mão viva, e nela estava escrito em letras pequenas de cor preta a palvara Amor. a mão fazia movimentos de dança bem próximos de seu rosto, deixando o coelho um pouco tonto. quando acordou, entendeu que aquela era a mão do coxixo, ligou as duas coisas a partir de cálculos matemáticos compreensíveis apenas ao mundo dos coelhos rosas. era uma espécie inteligente. passou a dedicar seus dias e noites e madrugadas em claro, a tentar decifrar o recado do sonho. quando estava prestes a enlouquecer, lembrou-se de seu passado recente, e lembrou-se que, durante todo o tempo em que ainda enxergava, era um coelho mau-caráter, sem escrúpulos e muito enganador. contava as maiores mentiras, fazia promessas que jamais cumpria e tornava a vida alheia um verdadeiro fracasso. era um animal odioso. nunca havia observado seu próprio passado desta forma honesta e difícil, pontuando seus erros e maldades. era realmente a primeira vez que, não sem muita vergonha, enxergava sua própria existência de maneira tão tenebrosa. até então, jamais havia questionado seus rasos poderes. começava a compreender que havia algum elo entre seu passado, sua cegueira e o coxixo da mão do sonho. mas não conseguia de forma alguma ordenar suas desconfianças. sua falta de entendimento, somada ao desespero já existente, provocou nele uma auto piedade sem precedentes, pela primeira vez sentia pena de alguém, que no caso, era ele mesmo. dormiu um pouco e acordou com o mesmo sentimento incômodo da noite anterior,  pode perceber de forma objetiva que essa dor de ser não o abandonaria tão facilmente. seus dias passaram a ser ainda mais tristes, porque agora ele sentia, e sentir o fazia existir mais que antes. o sentimento cresceu e passou a exigir cuidados e atenção de sua parte, e ele, que nunca tivera preocupações reais com o outro, sentiu-se obrigado a organizar a situação. dormia o mais que podia na esperança de rever a mão em sonho. a mão, pensava, é a minha solução. numa noite exaustiva, pegou no sono e lá estava a mão com a palavra escrita. seu coração bateu mais forte, muito mais forte que antes e nunca. o coelho pôs-se a chorar e implorar para que a mão o levasse para onde pudesse enxergar e viver feliz. seu contato com o bom havia se estabelecido no momento em que passou a querer seu próprio bem. o coelho se amava, pela primeira vez ele despejava este sentimento em algo vivo. ele, que estava apaixonado por si, pode ver de novo que era rosa e pequeno demais pra ser sozinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6109997572135817219?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6109997572135817219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6109997572135817219&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6109997572135817219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6109997572135817219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/07/fabula-para-entender-o-amor.html' title='fábula para entender o amor'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2076691454057530831</id><published>2010-07-24T11:56:00.000-07:00</published><updated>2010-07-24T15:31:16.791-07:00</updated><title type='text'>as coisas não têm paz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;não posso calcular o número de vezes que já me arrependi pelos mesmos motivos. sinto muito em ser uma pessoa que pouco aprende com o que de errado experimenta. me arrependo e me torturo, grito dentro e fora de mim e, depois, faço tudo de novo. igual e pior. sou uma novidade aterradora para mim mesma,  um desastre correndo o risco eterno de quem nunca teve medo e defende uma coragem perigosa e inadequada.  eu errei de propósito e se ainda estou aqui é porque tenho sorte, muita sorte. queria agora entrar num sono profundo e não despertar por dias, gostaria de aprender alguma coisa importante enquanto dormisse, gostaria muito de ser uma cabeça coerente; mas não sei me comportar de forma razoável por muito tempo. sinto vergonha de minha falta de inteligência neste sentido, principalmente porque, em dias assim, meus desejos são sombrios e tudo o que houve até então perde seu significado e se transforma num lodo sem razão. tudo se mistura se tornando ruim, sem sombra de bondade. num dia faço promessas edificantes, no outro ajo como se nunca tivesse acreditado ou apostado em mim. é um inferno ingrato repleto de dor e maldade. alguém me arranque daqui, por favor, estou pedindo verdadeiramente. preciso admitir que na solidão não vou conseguir, já tentei, não deu certo. preciso de motivos pesados e convincentes, senão nunca vou me tornar a pessoa que planejei e que, por preguiça e escassez, nunca cheguei a tentar ser realmente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2076691454057530831?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2076691454057530831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2076691454057530831&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2076691454057530831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2076691454057530831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/07/as-coisas-nao-tem-paz.html' title='as coisas não têm paz'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5720893448998673303</id><published>2010-07-22T14:58:00.000-07:00</published><updated>2010-07-22T15:43:49.981-07:00</updated><title type='text'>de novo para sempre</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;depois de tanto se repetir, arriscou se  comportar de forma diferente, quase alheia e, honestamente, quase sem conseguir. pôs-se a se esforçar, e enquanto caminhava ouvindo sempre a mesma música alta, fazia promessas a si mesma de superar erros fúteis transformados em cobranças que não paravam de chegar. quem sabe debaixo daquela velha sombra calma que sempre ignorou não poderia encontrar enfim um modo digno de continuar sendo quem sempre foi, estabelecendo apenas meios menos insanos. mas gostava da insanidade, do que era errado aos olhos suspeitos do mundo real. porém, começara a entender que fugir do mundo real era mais desesperador e cansativo do que tentar adaptar-se a ele. na verdade não tinha certeza se realmente começara a entender as coisas assim, de todo modo estava disposta a fingir que sim. e tentava, arduamente, dia após dia, reconhecer-se no caminho diferente que se propunha. sabia que poderia cair em desgraça a qualquer momento, as ocasiões eram sempre perfeitas para isso. e então sorria e, cabisbaixa, meneava o olhar para um lado, depois para o outro, disfarçando o impossível. era dela aquele estado das coisas; seus pelos, pele e cabelos já estavam há muito inundados por aquele jeito eloquente que, sem pereceber, havia construido sem muita calma.  sabia o quão penoso era ser quem era. sim, era divertido, era uma grande história sem duvida, mas pesava. pesava o peso da inconsequência e do calor que esta sempre tráz. gostava assim, era um alívio se perder, mas os benefícios, pouco a pouco, estavam se tornando menores e inúteis e, sendo assim, precisava abordar outras possibilidades de prazer. fez uma aposta alta consigo mesma e pediu algo em troca, algo bom e grande, algo que provocasse nela os arrepios de outrora, só mudando os meios de sentí-los. mas só valeria se fosse assim, não se transformaria por menos que isso, de graça não poderia ser. porque sempre queria mais, e em seus devaneios diários acreditava merecer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5720893448998673303?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5720893448998673303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5720893448998673303&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5720893448998673303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5720893448998673303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/07/uma-promessa.html' title='de novo para sempre'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3421216684061911432</id><published>2010-07-02T16:49:00.000-07:00</published><updated>2010-07-03T10:08:23.855-07:00</updated><title type='text'>tempo nenhum</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;pensar no passado é um pouco terminar pra sempre, desparecer numa história que já nem parece própria e que se assemelha mais a um coxixo alheio e distante. mas é um assunto que me ronda e, vez ou outra, passa a noite comigo. mesmo que seu fardo seja sempre ficar para trás, o passado, por vezes, se ocupa dos motivos errados e nos faz cogitar reparos e retornos insanos. é um pedaço estranho de tempo que todo dia já não nos pertence mais  e sempre nos faz sentir um pouco fracassados. por mais brilhantes e ternos que tenham sido os anos e anos afoitos contados na história, sempre nos incomodará recolher lembranças íntimas que desesperadamente nos atingem com os entornos dramáticos que adquire tudo aquilo o que deixa de existir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;me deparei dia desses com um pedaço grande de passado, desses que passam sem passar para sempre. passado demorado e culpado - a culpa é outro elemento bastante familiar quando se trata dos dias que não resolvemos direito, ou que pensamos ter resolvido errado. quando isso acontece o futuro vira esmola barata, porque a tristeza incerta balança dentro da gente, insiste, remoe, não perdoa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;nunca estou onde pareço estar, isso é um fato. lembro muito, calculo, refaço as contas. e, quando não volto, avanço. o presente, torço  para que acabe logo. sem perceber não crio vínculo com a realidade, não com essa que nos faz ter a exata noção do que se faz, se é, se quer. não tenho uma só frase inteira pra designar o agora, nunca tenho. finjo surpresa e simulo esquecimento enquanto ganho tempo pra pensar, mas não estou aqui nem em lugar algum que não sejam em minhas lembranças ou planos. é um tempo esquisito, mas o único que me atrai. meus flertes com a realidade não passam de ficção, invento que entendi, quando na verdade não existe lucidez alguma - nem no passado, nem agora, nem depois.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3421216684061911432?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3421216684061911432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3421216684061911432&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3421216684061911432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3421216684061911432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/07/em-lugar-nenhum.html' title='tempo nenhum'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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feliz, mas a deformidade foi maior e venceu. o estranho me envolveu e eu caí de cama. não quero, tenho preguiça de pensar que pode ser de novo novidade, não tenho o direito de me desapontar ainda mais. sou cruel com os outros, minto, traio, mas comigo mesma preciso ser leal; meu corpo está povoado por verdades sobre mim que não preciso e nem quero esconder. se eu pudesse fazer um pedido, eu pediria pra viver de ficção, fora isso não quero pedir nada e mesmo isso ninguém vai me dar. não quero mais o que tem em volta, quero fazer parte de uma notícia do passado e gostaria muito que me esquecessem. eu precisava tanto ir embora, queria alguém que me pegasse pela mão e mostrasse o caminho. o que eu quero é ter fim e isso é bem razoável, é um direito. o que me entristesse é que sei que sou obrigada a continuar, porque apesar de tudo existe o medo, o mesmo medo que me faz não querer mais estar e ser. é confuso. este meu desejo já me transformou em outra pessoa, mesmo que eu fique, e eu vou ficar, já não sou a mesma e nem sou feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6636281460818861316?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6636281460818861316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6636281460818861316&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6636281460818861316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6636281460818861316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/05/uma-dose-de-verdade.html' title='sentimento'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7279032985377110185</id><published>2010-04-18T10:49:00.000-07:00</published><updated>2010-04-19T10:58:27.281-07:00</updated><title type='text'>o amor é um número</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;meu corpo se lamenta carregado de um pedaço que deixaram por aqui. agora ando acompanhada, meu vazio se ocupou e declarou mais uma guerra. a tristeza e suas visitas triunfais me escandalizam. não tem espaço e eu quero chorar e ser sincera, entregar o que me dói e não me salva. aceito a idéia nova de conviver com este resto de começo, não há opção por perto, não há como voltar e provavelmente eu nem quisesse. é a confusão que só aumenta cumprindo sua promessa, tirando meu conforto. é claro que estou falando de amor. o meu amor não existe, não toma conta de mim, a não ser assim, por capítulos que não se concluem porque eu enjoaria se fosse alcançada. o tédio me corrompe e para fugir eu fujo antes, desapareço, nunca estive. o amor é um recado que ninguém deixou pra mim. sei que vou fechar meus olhos e refazer os cálculos enquanto espero o sono vir e me roubar pra ele enquanto me lambe consolando-me por instantes que não duram. talvez eu deva admitir minha atração pelas pausas. eu as procuro e francamente desconfio que estas me agradam, são a única companhia que eu poderia ter sem não querer ter mais. é da minha natureza ir embora e certamente eu esteja recebendo apenas o que pedi pra ter, como um desejo não confessado e atendido. mão nenhuma pode me afagar e eu bem que queria que desordenassem meus cabelos e vontades, que me rodopiassem e tirassem de mim o que eu nasci para não oferecer. eu queria poder, com simplicidade eu queria poder. agora passarei uns dias em um outro lugar de mim, fazendo planos irrealizáveis para o futuro. da próxima vez não vai ser diferente, essa mentira não vou contar. eu já sei, pude ver antes, eu mesma li em minha mão. só continuo pra poder fazer algum sentido e acreditar que o que há de imutável em mim possa não ser tão sólido. não estou falando de esperança porque isto é uma palavra inventada e muito pouco útil, estou falando mesmo de amor, que por si só não tem sinônimos e não me pertence.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7279032985377110185?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7279032985377110185/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7279032985377110185&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7279032985377110185'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7279032985377110185'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/04/o-amor-e-um-numero.html' title='o amor é um número'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6502657653455106892</id><published>2010-03-24T19:54:00.000-07:00</published><updated>2010-03-24T20:28:23.066-07:00</updated><title type='text'>confusão, cabeça e coração</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;algumas nuvens por aqui. esperar, voltar, partir. uma demora me aguarda e exige uma resposta que não sei dar, não vou dar. um caminho tortuoso e completamente não planejado ou desejado. o desejo existe, ronda minha noite e penso ser em vão, mas o guardo para depois, para alimentar noites mal dormidas e rechear o que invento e confundo. não há quer ser justo, mas preciso entender, sempre preciso entender, mesmo que não seja a resposta correta é necessário que eu me explique, para, então, mudar de idéia sem desperdício.  não posso enxergar, não vejo futuro nessas condições e futuro algum me interessa realmente, gosto de não saber a quantos metros estou do próximo abismo.  abismos me interessam muito. os dias aumentam e, mesmo não querendo, faço promessas que prometem novos planos. eu minto. minto para exagerar no outro o que lhe falta, não é leviandade, sou uma boa pessoa com os que me cercam, o que, tragicamente, sempre mancha minha reputação. sei que me maldizem por aí, acusam-me de ter deixado para trás coisas alheias que em algum momento me entregaram sem que eu tivesse pedido, acusam-me de ter roubado a paz um dia prometida em frases curtas e pouco vindouras. não enganei ninguém jamais, é só olhar bem, sou clara e entregue e, se minto, é porque me pedem um pouco mais, exigem, então dou, dou sem dar. não preciso me desculpar, sou um ato público e me ofereço. sou confusão, cabeça e coração. e é tudo de verdade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6502657653455106892?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6502657653455106892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6502657653455106892&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6502657653455106892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6502657653455106892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/03/confusao-cabeca-e-coracao.html' title='confusão, cabeça e coração'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1206009680646085077</id><published>2010-03-21T14:42:00.000-07:00</published><updated>2010-03-21T15:01:10.796-07:00</updated><title type='text'>sobre o que vem por último</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana;"&gt;andava afobada, esperando e prometendo o que não se promete. agora um silêncio vem caindo, rodeando os pensamentos, enfeitando nenhuma novidade. andei exausta, me cansei e penso em me recuperar simplesmente não planejando mais. não há nada por aqui, somente vultos que nomeio para poder ordená-los e dar a estes algum passado digno. vou continuar e tentar suportar minha falta de prática no que diz respeito aos assuntos que se repetem mas que esqueço e faço igual, finjo igual, tudo de novo e para sempre. não me conformo porque anseio e, mesmo não acreditando de verdade, sei que tudo pode acontecer, esta é a melhor desgraça da vida. suponho, enterro-me para chamar atenção e depois escolho esquecer. mas não posso mais. vim sem algumas partes, faltou em mim o discernimento necessário para ser uma boa pessoa em meu próprio benefício.  me arrisco e permanecerei assim, mas já conheço essa história, não existe grande novidade que me espante, já decorei todas as passagens e posso enxergar no escuro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1206009680646085077?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1206009680646085077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1206009680646085077&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1206009680646085077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1206009680646085077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/03/sobre-o-que-vem-por-ultimo.html' title='sobre o que vem por último'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5084820929958674127</id><published>2010-02-19T19:24:00.000-08:00</published><updated>2010-03-15T15:22:36.557-07:00</updated><title type='text'>desvarios reais</title><content type='html'>&lt;div  style="text-align: justify;font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;e estava ela lá, flertando novamente com um suposto amor. tinha idéias descabidas que apagava logo em seguida do pensamento com medo de ser boba o suficiente e ser pega no flagra pelo mesmo destino ladrão que a roubara tantas vezes de seu estado conformador. mas sabia que nesta vida ou noutra qualquer que lhe fosse oferecida, sonharia acordada com plumas brancas deixadas em sua porta como prova de um amor inédito. se cansava por meses, mas depois voltava tonta a inventar que existia algo feito só pra ela, um algo meio alguém afoito por seus beijos e repleto dos machismos que tanto a encantavam. por saber-se tola, escondia-se por detrás de tanta sabedoria que acumulava ao dormir sozinha com seus sonhos mundanos. um dia, pensava, um dia isso acaba. um dia, quem sabe, me torno outra pessoa. esperava realmente por isso, mesmo sem acreditar verdadeiramente. sabia que, pelo menos enquanto estivesse viva, não sentiria nada menor do que ela própria, e bem que gostaria de desejar um pouco menos para que doesse menos em vida. e doía, doía viver essa angustia pesada que a havia sido imposta por um ser sobrenatural antes mesmo de vir ao mundo. que tragédia, pensava, que tragédia. sim, era dramática, quase uma ópera. mas era uma ópera engraçada e, por isso, não sucumbia totalmente, e nem na frente dos outros. será que algum dia a terra se abriria em chamas e algo de novo seria mostrado a ela? sim, esperava um grande acontecimento, queria participar disso, achava que merecia. e merecia mesmo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5084820929958674127?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5084820929958674127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5084820929958674127&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5084820929958674127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5084820929958674127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/02/desvarios-reais_19.html' title='desvarios reais'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4506242077618995039</id><published>2010-01-10T11:56:00.000-08:00</published><updated>2010-02-21T16:51:15.854-08:00</updated><title type='text'>de novo agora</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;quando algo novo surge, surge também, em mim, a sensação aliviadora do desapego aos acontecimentos anteriores e já envelhecidos. uma lista de ordens já ficou bem longe, nunca estiveram por aqui. tenho convivido com recentes novidades e iminencias. a vida muda. a casa é a mesma, as mãos, o corpo, tudo igual, porém minhas suspeitas são outras, tomam o caminho dos  fatos. a realidade é mesmo um incômodo, para mim sempre foi, mas agora flerto com ela, faço pedidos e os desejo com vontade. vontade de pisar num chão bem firme e gostar. vontade de mudar costumes e planos mortos. é como se o meu próprio passado recente não importasse, posso avistar sem medo dias grandes e menos medrosos. estou contente. se algumas coisas não permitem o nosso controle, então que a mão voraz do tempo se encarregue de dissipar medo e receio. vou ouvir vozes durante meu sono, me apegar ao que ainda não pude. viverei  de novo aos gritos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4506242077618995039?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4506242077618995039/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4506242077618995039&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4506242077618995039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4506242077618995039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2010/01/reolhar.html' title='de novo agora'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7085435910274303133</id><published>2009-04-03T16:00:00.000-07:00</published><updated>2010-02-19T19:49:22.669-08:00</updated><title type='text'>o papel branco ou nenhuma razão para isso</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;não existia um assunto urgente e também não era um assunto só. eram segredos disformes ao pequeno olhar. arrependimentos e verdades verdadeiras. recados a quem interessassem saltavam do papel sem cor sem pedir perdão. não era ali lugar para coisas tais e não pretendia mesmo se desculpar. confusões, muitas, mas tudo verdade, no seu próprio tempo e terror e amor e raiva e amor de novo. era uma carta de fundo de papel branco e fosco. e era público. toda espécie de coisa passada tinha virado palavra, em uma língua qualquer, sabedoria barata para tentar dizer, ao menos dizer. só para não ficar pululando por aí, de cabeça em cabeça, era melhor então ecrever tudo. se arrepender é agoniante demais e as coisas vivas e possíveis estão aí, tem cor e cheiro e dão saudade e sofrem de algum mal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;tudo começava bem lá atrás, com letras miúdas e lentas, perto da desistência. depois foi em frente e as letras se agigantaram e se enfeitaram para ninguém. se podia contar tudo, fosse como fosse, ia acabar falando a mais, corrompendo o papel branco com tamanha irresponsabilidade. falar a verdade, só se for assim, pensou. só se for assim. e acabou contando tudo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;vieram os grandes fatos, não aqueles que acontecem num dia ou numa noite, mas aqueles que se somam e viram um, se apoderam de contar o que tem dentro. para esses não existem invenções, a cabeça insiste, vai e volta sem sossego e não permite a ausência de um encontro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;de madrugada, lembrava e acumulava frases para o dia seguinte, o papel branco ia ficando menos branco e menos novo. o tempo se encarregava das imperfeições, é sua promessa, sempre foi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;não existia mais vida útil fora dali, nada mesmo interessava e toda conversa se tornava descabida. não havia tempo, a não ser aquele usado para contar em palavras. tinha mesmo decidido parar de esconder e, junto com isso, precisava também lembrar, e como era difícil lembrar. sempre havia tentado escapar e fugir, tanto que em certo momento pode perceber a falta de clareza que havia em comentar vida e passado próprios. tinha feito de propósito. tanta coisa mal feita e perdida tinham feito crescer uma culpa inventada e pesada. mas agora havia descoberto que podia dizer se não precisasse ser abrindo a boca, e aquele papel branco era a solução confortável. precisava de uma solução e havia diposição para isso. e assim foi, sem regras – e não sem se perder – que tudo foi existindo de novo, podia agora olhar sua própria vida e história de forma que tomasse conhecimento dos motivos insinuados. nunca teria certeza, isso sabia e por isso continuava, imaginar era mesmo uma aventura muito melhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;depois o tempo parou de passar. as palavras continuavam pulando e a falta de sono permitia que culpa, medo, passado e razões perdidas se tornassem inimigos menos incovenientes. é melhor não nomear sentimentos que vão sem ir, é melhor a amplidão de possibilidades, um susto diferente a cada pedaço caído de lembrança. pode-se dizer que o melhor mesmo seria não pensar mais, mas parece que a vida é algo que se sente só depois e, sendo assim, é melhor guardar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7085435910274303133?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7085435910274303133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7085435910274303133&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7085435910274303133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7085435910274303133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2009/04/o-papel-branco-ou-nenhuma-razao-para.html' title='o papel branco ou nenhuma razão para isso'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-8129425480963479442</id><published>2009-03-06T03:57:00.001-08:00</published><updated>2010-03-15T15:25:52.437-07:00</updated><title type='text'>bons ventos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt;me esforço para não esquecer. continuo. mas tudo mudou.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt; não vou esperar, já passou o terror de não ter. agora tem um vento aqui, bate sem voltar e aumenta de tamanho a cada novo assunto. tudo bem novo e meu. é o meu olhar que olha em volta e não estranha e só anseia e se balança a cada novo rodopio, a cada troca de lugar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:100%;"  &gt; tenho novidades, todas íntimas e realmente novas. não sinto tristeza, não me lamento, troco favores com a felicidade. do passado não me recordo, mas estico meu pescoço e espio sem saudade aquele resto que não serviu, joguei mesmo fora para não alcançar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-8129425480963479442?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/8129425480963479442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=8129425480963479442&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8129425480963479442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8129425480963479442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2009/03/me-esforco-para-nao-esquecer.html' title='bons ventos'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2837354372924855962</id><published>2009-01-06T08:39:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:49:49.228-08:00</updated><title type='text'>sendo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;mesmo que eu precise inventar, lá bem dentro tem um escândalo a me empurrar, me obrigar a continuar. os dias leves não me convencem, eu procuro no drama os calores que quero encontrar, misturo os sabores, confundo os que passam e subo bem alto para depois me arrepender e doer e fazer tudo de novo e viver pedindo desculpas. posso insinuar ternura e amor, mas não o faria sem perigo ou tragédia, sem a possibilidade vital de tremer, passional, sobre a finura em que me equilibro sem pender exatamente para lado nenhum. não pode ser pouco, não deve bastar, quero sobrar no excesso, nadar no que irá ser varrido depois. acumular. quem me socorre sou eu, não faço apelos, apenas grito em público, mas o que soa alto nada quer pedir, só desejar, como forma de vida que não sufoque e não faça desistir. na alegria impera também a exaustão, um disparate de dor às avessas. não pode ser menos, não deve faltar, eu quero empurrar o meu corpo e usar o que me veio a mais em meu próprio existir, por vezes benéfico, por vezes estúpido. eu exagero, eu sei, mas nunca me dei a menos, esse pesadelo não irá me assombrar. a culpa faz parte disso, mas suporto porque sou eu quem a invento e dou um jeito de fazer os dias correrem afastando o último do que há de vir. no escuro penduro os colares e brincos, remoo valores que não entendo mas que me cobram porque me foram passados, depois tomo um veneno para afastar da memória o que devem dizer por aí. não me importo. só não posso estar no meio do caminho, a medida é alta, só posso me mover se for até o fim, até onde posso caber e descansar na paz intranquila de quem nunca vai ter sossego. isso não me foi prometido e também nunca pedi leveza alguma, serenidade nenhuma me alcançará. são apenas vultos os dias que me acolhem sem ardor. não os considero. é preciso pesar, inchar, senão me disperso de mim e quero voltar e não ser. o que está resolvido é o que não se resolve, o que não vou encontrar e não sei.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2837354372924855962?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2837354372924855962/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2837354372924855962&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2837354372924855962'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2837354372924855962'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2009/01/mais.html' title='sendo'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3219169068504835298</id><published>2008-12-19T18:20:00.000-08:00</published><updated>2010-03-15T18:45:08.024-07:00</updated><title type='text'>a verdade provisória</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;a distância combina com meu corpo. não almejo futuros e não me dou bem com promessas. o que eu quero tem em mim o espirito amaldiçoado do que não se adia ou se desvia. vou me perder de você, já é certo. palavras poucas não me abastecem, eu finjo bem, mas o que espero é o terror dos dias e sentimentos alterados e dramáticos. eu quero o amor que mata. ou morre. vou dar um fim pra você e, em silêncio, você sumirá de mim, nunca ouvi falar, é o que gritarei por aí. o teu descaso e desejo pouco afoito me exasperam e retiram o que você em mim plantou, sem sementes ou promessas. é muito pouco. ou sou eu quem exagero em ser em tão pequeno e gostoso corpo um ser eloquente e merecedor apenas das dramaticidades do amor e dor e séculos atrás de mim. não me caibo. falta. sempre sobra algum espaço a completar. não vem ninguém, e nenhum grito, além do meu, alcança, em vão, o verdadeiro e íntimo espaço a morrer sem se encharcar. vá, sem tragédia ou desespero. não há decepções em mim. tudo em mim já se mostrou e escancarou e não há vil esperança que possa me tomar. eu apenas me distraio, invento e finjo que milagres acontecem. milagres me atraem, embora não existam. eu não fui a sorteada, amor nenhum há de ser meu e me tomar. vá embora com seu pouco, e ache alguém que ache muito o que pra mim há de faltar. não seu culpe, o defeito é todo meu, o castigo é para mim, em sonho já haviam me avisado. nasci lá atrás, bem pequena e tortuosa, era sábado e chovia. o amor que eu inventei foi pra enfeitar o meu colchão, minha noite e meu perdão, na desculpa de me dar, de ter sido castigada pela falta que me faço. estou só. e o meu amor vou espalhar, subir na mesa e inventar que estou feliz e que ninguém mais do que eu aproveitou a vida vã a mergulhar tanta beleza e disfarçar felicidade e se entregar, como se fosse de verdade, como se fosse despencar. o meu drama é estar aqui e confessar todas respostas que ninguém me perguntou. aqui me dispo e despeço. é com Deus que eu converso, já não vou mais me matar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3219169068504835298?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3219169068504835298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3219169068504835298&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3219169068504835298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3219169068504835298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/12/verdade-sobre-mim.html' title='a verdade provisória'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-9038500066178293355</id><published>2008-12-19T11:20:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:50:11.906-08:00</updated><title type='text'>inferno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;como é que se faz quando tudo vai embora, perde, esquece e nada vem buscar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;em qual lugar desse meu corpo tolo e desconhecido eu sepultei a alegria suspeita que me rondava vermelha e voluptuosa e que agora, invisível e intocável, não encontro mais aqui. vou olhar em volta, desarrumar a casa e as roupas e investigar os cantos e a poeira que se formou desde que inventei sentir este inferno que é querer demais e que, ao primeiro encanto, me confundiu e me convidou a mais pura e plena felicidade insinuada. mentira. invenção. eu esperei, é certo, desejei e fiz planos para o nada vazio e secreto aqui, bem aqui, posso mostrar onde. mas o vulcão desejado e imprevisto me dá e me tira e depois me dá e depois me escapa e foge e não diz se volta para deitar em minha cama, rasgar tudo de novo o que em mim já se abriu e não tem volta. não, não saia de mim, inferno cobiçado e adquirido, mas me povõe também por espaços maiores de tempo, cause-me enjôo, faz-me cansada e absolvida. estraga logo a minha vida, me corrompa, faça isso, já arranquei todos os cabelos do meu corpo suado e este calor só aumenta e fervilha meus odores, os piores e mais sinceros e obscenos, e este amor que de tanto insistir me extasia e me machuca e me deixa aqui plantada e oferecida para nada me trazer. oh, inferno feito em brasa e rodopios, vêm e arranca-me do exílio, me dê mais disso que te peço e te imploro de joelhos e prometo que não vou mais descansar, eu não quero descansar. não dê palpites ou conselhos, não preciso, e não perdôo se você não me alterar. é um castigo ter meu corpo tão entregue ao travesseiro e a cama agora dura me incomoda esperando tais sussurros no plural. mas sua chama me conhece a este ponto e me tortura sem desconto ou gratidão. é um disparate ter os males e os bens num só lugar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-9038500066178293355?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/9038500066178293355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=9038500066178293355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9038500066178293355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9038500066178293355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/12/inferno.html' title='inferno'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-301421599570510762</id><published>2008-12-14T16:22:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:50:21.145-08:00</updated><title type='text'>aniversário</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;para então, depois, ir-se, sem presságio ou gentileza.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;melhor morrer como fugir.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;tamanha a indelicadeza de viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-301421599570510762?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/301421599570510762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=301421599570510762&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/301421599570510762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/301421599570510762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/12/aniversrio.html' title='aniversário'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7960520297877213864</id><published>2008-12-07T13:29:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:50:44.723-08:00</updated><title type='text'>a insanidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;e o tempo que também é assim e que é feito do que é feito de nós e tão somente nossa única matéria e composição a esperar, enganar, envolver. um homem-não-homem e invisível, decerto cinza, que espalha recados e some e nos trai. o tempo que não quero ter, o tempo que apresso, disparo e estaciono, em vão. um dono demente, autoritário e servil, que me manda ir embora, ficar, esperar e nos adianta segredos e coxixos vindouros do que não se vê. uma brasa espalhafatosa é o que o tempo é. irregular e desobediente, sem presságios, sem pistas, sem moldes. o próprio Deus que suspeitamos e não podemos apalpar. repentino é o tempo, sem previsões nos concede e dá e tira e devolve e foge para sempre. um afago nos cabelos hoje, outra morte amanhã. o abrigo da esperança, a temperança em seu recheio vasto e indizível, o único motivo de todos os motivos irreais que, por bondade ou trapaça, o tempo nos permite criar e poder nos manter cambaleando, ora menos, ora muito mais. é o que não avisa o número de dias ou de dores, cruel e sem negociações preventivas nos apodrece em cadeiras e janelas a esperar. o que nos sacode na boa surpresa de quem não acredita ou espera aventura nenhuma e se despede dos males, presente do tempo. um tapa na cara, uma porta trancada para sempre. para sempre e nunca mais. no ódio nos arrasta sem perdão e nos tortura, depois faz promessas que por vezes cumpri, por vezes mente. não temos tempo quando na verdade é apenas o que temos. no amor nos rouba, sem compensações futuras, e no inferno da desordem nos toma para ele, muda-se para dentro de nós, eternamente. depois muda de idéia e nos devolve, num dia à toa, vontades e langores já esquecidos, conformados. não há insultos nem agradecimentos, não existe razão ou rédea de sentimento algum, não podemos prometer, garantir, enfeitar. tempo ladrão, perdulário e altruísta. nosso espelho. assim nos vemos e só assim verdadeiramente somos e inventamos existir. o tempo é Deus, e só ele o é, não tenho dúvidas. manipulador de dias e madrugadas que nem chegam a acontecer, ou que duram muito mais e nos fazem acreditar que merecemos o êxtase que precede a gratidão. o meu tempo, o seu tempo e o tempo do mundo desde lá atrás até perder de vista, é tudo o que nos escapa e o que em nós parece durar, é somente o que temos e tão somente o que não temos. a reunião de todas as coisas, existentes ou não, todos os bens e todos os males não são de nossa propriedade, não assinamos embaixo de nada, não podemos, embora vivamos como se fôssemos de fato uma pessoa com indícios e medos e planos e doações. e o tempo, permissivo que é, nos aproxima de nossas supostas possibilidades, para depois, com distanciamento, termos tempo de sobra para nos arrepender ou querer mais. dou meu tempo, meu amor, faço ameaças e morro de vez em quando, para depois duvidar se realmente alguma coisa aconteceu, se mudei de lugar ou virei outra pessoa num espaço que não poderia de fato relatar com honestidade. já me entreguei sem precisar desistir, a noção temporária de que posso dar ou receber alguma coisa faz com que algumas perguntas não se ocupem de mim, não por ignorância, mas por amor e desejo de continuar eu mesma inventando meu próprios dias e calores que ainda quero sentir e oferecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7960520297877213864?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7960520297877213864/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7960520297877213864&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7960520297877213864'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7960520297877213864'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/12/no-deserto.html' title='a insanidade'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7179936693268003353</id><published>2008-11-29T12:28:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:50:54.383-08:00</updated><title type='text'>veneno</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;a porta abria e fechava, num esforço maior em deixar algo entrar. era o vento e era o cheiro e um barulho que invadiam a casa, os travesseiros e os lençóis. havia uma desordem e um abandono triste de noites quentes sem razão ou companhia. apenas um copo, um prato, uma toalha e um único corpo, ofegante e sem par. uma casa cega e sem novidades, era assim agora o meu lugar. o passado ia e vinha, em delírio eu enxergava algum futuro próximo e engolia goles grandes de água limpa pra espantar o meu calor sozinho e não perder os sentidos que ainda me salvavam. a porta continuava a abrir e depois fechar, num ruído irritante e inútil. nada chegava em minha casa agora inabitável e com saudade. eu pensava em buscar, trazer de volta e voltar a abrir os olhos para ver então seus olhos em cima de mim, em volta de mim. seus olhos entrando em mim sem adeus. pensava em suas mãos tão brancas e minha saudade cortava-me outro pedaço. imaginava, repetia seu nome aos gritos, dormia e sonhava de propósito com você. ninguém me ouvia, eu não tinha salvação. a saudade me envenenou, me afastou daqui para sempre e nunca mais te vi.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7179936693268003353?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7179936693268003353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7179936693268003353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7179936693268003353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7179936693268003353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/veneno.html' title='veneno'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7125936252496985062</id><published>2008-11-27T17:51:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:51:02.680-08:00</updated><title type='text'>a m o r</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;e então falamos de amor e nos atiramos para não morrer, não sobrar. o amor escandaloso e sangrento nos arrastou pelo chão já sem cor e não quer mais dormir. vamos embora, vamos fugir, já está combinado. vou puxar seus cabelos e dançar pra você. no próximo mês, quem sabe. é este seu nome e não há desaforo nenhum em ter pressa, não existe passado, vamos fugir amanhã, já está combinado. vamos falar bem baixinho e inventar outro tempo, vou me dar pra você, já está combinado. já roubei seu amor e plantei em meus pés, me esfreguei sem parar, sem ter volta. não vou devolver. o que você me pedir eu te dou. já te dei meu amor, vou te dar meu amor, já está combinado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7125936252496985062?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7125936252496985062/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7125936252496985062&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7125936252496985062'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7125936252496985062'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/m-o-r.html' title='a m o r'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4971780648102817753</id><published>2008-11-18T13:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:51:11.950-08:00</updated><title type='text'>eu tenho planos pra você</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;tudo meu ainda está aqui, quero de novo te emprestar, posso me dar por horas longas, não precisa devolver, minhas noites te esperam, pode vir sem avisar, vêm pisar tudo de novo, escrever em meus cabelos, encostar seu peso quente e querer me machucar, todo antes foi embora, o meu corpo agora é outro e o meu passado bem pequeno, tenho os poros remexidos e um cheiro que não sai, minha pele se rasgou, já não existe mais sossego, em meu sono afasto as pernas, me assanho em pensamento e quase grito sem gritar, vou fugir pra te buscar, te trancar dentro de mim, me esfregar em seus desvãos sem descansar ou me ausentar, tráz teus pelos, teu pescoço, tua boca e este inferno que não posso adiar, já molhei toda minha casa, me apertei contra parede, repassei cada pedaço, mas é pouco, eu preciso me afogar, traga-me seus dedos, pode entrar e me roubar, estancar entre minhas coxas o meu sangue oferecido e me apertar, volta, vêm me machucar, vou cochichar em seu ouvido meus pedidos e vontades, meu corpo não aceita essa demora e sai em busca toda noite procurando o seu suor, tudo em mim só quer voltar, repetir, continuar, vou te enforcar com minhas mãos, te trazer de volta a tona e pedir mais, te devolvo então meus seios pra você fazer de novo e inventar novos motivos pra querer me machucar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4971780648102817753?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4971780648102817753/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4971780648102817753&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4971780648102817753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4971780648102817753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/eu-tenho-planos-pra-voc.html' title='eu tenho planos pra você'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-353367811900030703</id><published>2008-11-09T13:05:00.000-08:00</published><updated>2010-02-20T13:29:21.806-08:00</updated><title type='text'>o dia em que não fui mais embora</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;houve um dia em que decidi acabar, terminar para sempre. eu já não precisava de mim para me acompanhar, as coisas continuariam, o mundo não se acabaria e o pequeno pedaço que sou não atrapalharia a ordem das coisas. saí no meio da noite, a escuridão me esconderia melhor, o que me pouparia de calcular o meu medo. mas era um medo sem nome, sem cheiro e sem pernas para correr atrás de mim. mas existia. e sua presença todos os dias em minha vida incentivou-me a deixar de ser e existir. eu já me sentia cansada em ser uma pessoa com medo, eu já nem era uma pessoa, não sentia ser. minha carne resistia, não queria abandonar tão belo mundo interrompendo seus desejos. mas os pensamentos se atrapalhavam trêmulos pelo medo sem nome. parti. levando comigo meu corpo triste que queria ficar. no terceiro dia de nosso caminho o meu corpo adoeceu e caiu de cama numa estrada barata e medrosa, tornando inviável qualquer passo que minha cabeça quisesse dar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;se for para voltar eu posso ter forças, mas, se continuarmos, morreremos, disse meu corpo para minha cabeça. se você tem medo eu tenho outras coisas, disse ele, e se você desistir e voltar eu posso fazer você feliz e você vai poder balançar seus cabelos e nenhum susto vai te incomodar além dos que vou te oferecer. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;minha cabeça cansada e com medo não compreendia as promessas do corpo e o pediu que explicasse melhor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;você, disse o corpo, você é a minha cabeça e não é possível que nada tenha chegado até aí além de seu medo sem nome nem calor, aqui em minha garganta estão as palavras que eu preciso voltar pra buscar e dizer e ficar sem ter que partir. tenho em mim um odor espalhado, um inferno de coisas para experimentar e poder viver pelas noites e noites e nunca enjoar. se você, pobre cabeça, não puder entender, é porque não és minha assim como não posso te pertencer. em meu pés juntam-se coisas, acumulam-se prazeres e dores que você nunca sentiu. você recusou meus alívios e gritos e meu querer mais. eu quero mais, e se você não quiser nós morreremos os dois e eu nunca te perdoarei. não me deixe doente e pense outra vez. quero viver este inferno do amor que transborda em meu corpo e arrepia os meu seios e pelos sutis. se você concordar você vai me entender, pois sabemos que você é quem manda. saiba, cabeça minha, que tudo o que vi e senti foi pouco demais pra nós dois. vamos voltar, eu te empresto minhas pernas, pinto meu rosto que é nosso e depois podemos dançar. vou te enviar pelas veias mensagens históricas que tenho gravadas aqui, em meu solo tão fértil e barrento estão enterrados amores de ontem que escondi pra te dar. vai ser tudo nosso. tenho um milhão de saudades e posso dividí-las com você para que adormeça pensando nelas, e quando isso acontecer, quando você aprender a comer minhas lembranças, você entenderá e também vai querer mais para poder viver lembrando. porque eu, sozinho, cabeça querida, não tenho passado nenhum para buscar. eu preciso de você pra alimentar minhas cobiças, prolongar minha esperança em ter dentro de mim o que precinto e sei de cor. vamos comigo, roçar nossos cabelos em meu pequeno passado e depois ficar lembrando e se molhando enquanto lembra.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;e a cabeça sem ternura anterior aceitou dar meia volta,  em silêncio e sem medo não quis mais ir embora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-353367811900030703?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/353367811900030703/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=353367811900030703&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/353367811900030703'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/353367811900030703'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/o-dia-em-que-no-fui-mais-embora.html' title='o dia em que não fui mais embora'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6957830217106063142</id><published>2008-11-07T12:10:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:51:42.387-08:00</updated><title type='text'>o eu</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;tudo era muito vermelho, só vermelho e eu duvidava, cambaleava esfregando os olhos com ambas as mãos. era tudo verdade. me sentei, abri a janela, a menor de todas, espiei o que já não era mais meu. o meu lugar agora era este e no chão haviam três sapatos vermelhos que logo me apossei. são meus. vão combinar com todo o resto, pensei. haviam deixado também alguns bilhetes, espalhados e escondidos, que fui encontrando aos poucos. eram recados íntimos e indecentes, ordens e pedidos que ignorei. móveis pouquíssimos: uma cadeira vermelha, uma meia cama vazia e um quadro abandonado no chão, onde, observando bem , podia-se ver um beijo desfocado. na parede, também vermelha, lia-se uma palavra: &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;. fixei meus olhos no &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; da parede vermelha, comecei a entender o possível significado de minha presença ali, naquele espaço exíguo e tão alheio. estava escrito em branco em letras simples e legíveis. já não me sentia tão incomodada, o que me deu coragem para abrir também a janela maior, a maior de todas. abri. não havia nada lá fora, nada que me prendesse além do vento que limpava o ambiente. era o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; da parede que me segurava agora, e comecei a reconhecer as vantagens do lugar vermelho e inóspito. eram muitas as vantagens. o &lt;em&gt;eu &lt;/em&gt;da parede me fazia companhia, minhas horas embebiam-se em tamanha descoberta. que susto bom! a cadeira vermelha passou a me ser útil, e o fato de ser vermelha desculpava toda sua falta de conforto. coloquei-a em frente a parede do &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, sentei-me, e enquanto mexia em meus cabelos fazendo nós engraçados e depois desmanchando-os, lia aquela sílaba como se ela demorasse mais que uma sílaba. muito mais. pensei no fim do mundo, sempre penso sobre isso nas horas mais bonitas intensas eternas sozinhas reveladoras minhas. o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; da parede me revirou em êxtase. dentro de mim nunca havia entrado nada parecido, tantas cócegas e o meu contentamento não seria explicável com palavras que já exitem. eu teria que inventar se quisesse, mas eu não precisava de palavra nenhuma além do &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; da parede. comecei a chorar, não era tristeza, ou melhor, era, mas não essa de significado vulgar e tolo. não. era uma felicidade incomparável em minha vida naquele instante, naquele vermelho inundado pelo &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; branco. resolvi calçar um dos sapatos vermelhos, ficaram lindos em meus pés. tirei toda minha roupa e mantive os sapatos. meu corpo branco combinava com o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; da parede que combinava com meus sapatos novos. eu não queria ir embora dali, nunca mais, nunca mais, nunca mais ninguém me tira daqui, eu gritava. não vou sentir fome não preciso de nada façam de conta que morri, me esqueçam, eu já não serviria mesmo mais para ninguém, não preciso de ninguém. eu tinha uma sílaba, uma cadeira, uma meia cama e três pares de sapatos novos da minha cor preferida. eu e o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; escrito na parede nos tornamos cúmplices e com o passar dos dias e noites começamos a correr perigo juntos. comecei a desejar o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; sem a parede junto e o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; também não queria mais viver colado nela. eu estava apaixonada pelo &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; da parede e o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; da parede também me queria, mas ele era da parede, não meu. a parede, vermelha que era, passou a ficar ciumenta e não me queria mais lá, me mandou vestir a roupa e ir embora, os sapatos, disse ela, eu podia levar. pedi pra ficar, implorei e ofereci dinheiro. não adiantou. mas ela não amava o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt;, ela só não queria que ele fosse embora para ser meu. pedi mais uns dias e ela me deu três, depois disso rua. dediquei meus três dias a fazer promessas para o &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; que era da parede e que não queria mais ser. tive que ir embora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6957830217106063142?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6957830217106063142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6957830217106063142&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6957830217106063142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6957830217106063142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/o-eu.html' title='o eu'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1333928806498784077</id><published>2008-11-05T15:07:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:51:52.570-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;não vou mais pedir desculpas, eu preciso descansar. alguns sinais se apresentaram e eu não vou mais esperar que alguém me diga ou me pergunte, é sozinha mesmo que caminho, vou só continuar. escondi tudo de mim, não quero ver, pode apagar e desistir, não vou mais continuar. aquilo tudo ficou velho, outra cor, não reconheço o mesmo hálito, vou modificar e entregar o que chegou e vai chegar. olha lá, está passando um novo filme e ele diz muito de mim, vou escrever o que senti pra depois continuar. vou entregar todos segredos, sem mentir ou inventar, apartar todos os medos, não vai doer ou machucar. pendurei alguns desenhos e agora durmo a observar, cogitar novos anseios que adiei por adiar. escapei de um quase incêndio, ainda tenho febre mas prefiro não contar, depois eu me arrependo e não consigo perdoar. a minha culpa é muito triste e eu preciso me entregar, abrir de novo as pernas e viver só de gritar. vou esquecer de tudo, prometo, vou tentar, vou ser melhor comigo e impedir qualquer perigo e fugir todos os dias e correr e festejar. vou limpar agora a casa, receber outro assunto e me despir e me apertar, e por fim vai ter um dia que não vou mais acordar, não sentir mais a vergonha de ser triste e não saber como escapar&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1333928806498784077?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1333928806498784077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1333928806498784077&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1333928806498784077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1333928806498784077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/no-vou-mais-pedir-desculpas-eu-preciso.html' title=''/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5973678392323566257</id><published>2008-11-04T15:38:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:52:02.010-08:00</updated><title type='text'>o tempo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;o tempo se ocupa em chacoalhar meus quadris. imagino outras espécies. faço planos sem sucesso. engano o tempo que insiste em esconder todo futuro. não vejo nada. vejo tudo. exagero. quase acredito. e volto a pensar no tempo, no caminho e nas voltas e curvas. meu corpo me ascende durante a madrugada na distância entre a última vez e o que não existe. das últimas vezes eu fugi, não havia ânsia, não havia nada. agora há. me enganei de propósito na distância que inventei e agora fantasio escuridões e endereços. posso suspeitar, tatear cabelos e pele, pelos e espaços, me esfregar em minha falta de lucidez. vou inventar também todos os caminhos para conservar o que ainda consigo lembrar. em minha cabeça se misturam cheiros que descem, descem, descem. a cada dia encontro uma novidade, um novo jeito estranho de me aproximar. tenho sentido calor, me apalpado enquanto tiro a roupa enquanto não sinto frio. quando tudo estiver consumado vou querer voltar e ver de longe o que me aconteceu, pedir explicações que não sei dar, não quero dar, não me importam. vou contar alguma verdade pro tempo poder passar. vou fingir, esquecer e não me perdoar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5973678392323566257?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5973678392323566257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5973678392323566257&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5973678392323566257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5973678392323566257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/o-tempo.html' title='o tempo'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1552423978735198628</id><published>2008-11-04T13:37:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:52:11.729-08:00</updated><title type='text'>um dia</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;é em silêncio que divido algumas palavras, me aproximo - um pé depois o outro - suspiro. faço de conta, brinco de ir embora, disfarço pequenos recados e depois escrevo aqui. te conto algum dia o que andei pensando, te explico porque fico triste e depois esqueço. eu nunca existi, inventei tudo isso só pra ter algum assunto. imaginei alguns lugares, comprei umas flores e enfeitei meu dia para te dar de presente numa noite bem escura e demorada. vou te contar tudo isso. algumas frases e pronto, você vai entender. espio pela fresta esse seu jeito longe e abundante, seus gestos miúdos entregam alguns segredos e você nem percebe, mas estão todos anotados aqui, fiz uma lista.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1552423978735198628?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1552423978735198628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1552423978735198628&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1552423978735198628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1552423978735198628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/um-dia.html' title='um dia'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6165652417385347912</id><published>2008-11-03T11:46:00.000-08:00</published><updated>2010-02-19T19:52:20.296-08:00</updated><title type='text'>o convite</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;e nos olhamos por um tempo longo e forte pescando o infinito, segurando o tempo de não voltar. dissemos pouco, palavras jogadas que guardei entre meus dedos e agora escondo para sempre. vamos dar uma volta, quem sabe, pular alguns abismos, soprar idéias maliciosas nos ouvidos mútuos e receptivos. durante a noite penso no que aconteceu, não aconteceu, se aconteceu. aqueles olhares me convidaram de alguma forma, algum ânimo chegou e agora me arrasto enquanto durmo, me assanho sonolenta e quase sorrio, quase. pode ser um vulto de alegria bem alegre e passageira e pode também não se medir. pode ser apenas confusão. não me prendo a fatos, só a olhares. imagino, desconfio, me esquento.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6165652417385347912?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6165652417385347912/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6165652417385347912&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6165652417385347912'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6165652417385347912'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/o-convite.html' title='o convite'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4221460021266270032</id><published>2008-11-02T18:22:00.000-08:00</published><updated>2008-11-02T18:52:53.404-08:00</updated><title type='text'>o que vem</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;porque em mim alguma coisa me atrasa e outra me adianta.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4221460021266270032?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4221460021266270032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4221460021266270032&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4221460021266270032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4221460021266270032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/11/blog-post.html' title='o que vem'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3044759053396838968</id><published>2008-10-14T20:29:00.001-07:00</published><updated>2008-10-15T08:26:54.553-07:00</updated><title type='text'>o perdão</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;eu queria ser perdoada. queria alguém que pudesse fazer isso por mim. de forma que todos os meus males e desaforos me escapassem, não me cobrassem no sono que não vem. vivo em susto de me descobrirem. no meio de estrada nenhuma vão me deixar e me esquecer sofrendo o castigo de não ser mais nada. por que me olham assim? não existem acusações, eu imagino. e não durmo. é preciso ter alguém a quem pedir perdão. que bom ser também sozinha, que útil. a gente pode dar uma volta lá fora, você me conta seus planos, me fala de ontem, mas não me distraia nem se demore.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3044759053396838968?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3044759053396838968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3044759053396838968&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3044759053396838968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3044759053396838968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/10/o-perdo.html' title='o perdão'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1225858022125499446</id><published>2008-10-14T19:36:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T19:37:43.139-07:00</updated><title type='text'>porque sim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;mas na verdade não era mesmo nada disso que eu ia dizer. sinceramente tudo o que eu te disse sempre foi mentira. eu ia inventando e você acreditando na possibilidade rara de existir, sorrindo e fazendo planos para minhas invenções. enganei seus dias, roubei suas noites e tentava me arrepender durante a madrugada, mas o sono vinha e eu adiava. no fim minha trapaça venceu e depois que me enjoei fui embora e deixei vc deitado sobre o tapete acreditando e esperando a próxima semana. dizer a verdade seria seu fim. e você queria que eu dissesse a verdade para quê mesmo? honestamente, muito aqui dentro, eu sempre desejei parar de enganar, mas seria muita crueldade tirar seu conforto, sua cama e sua vida apaziguada pela minha caridade em vigília. você não me perdoaria. os restos eu guardei numa caixinha e coloquei pra enfeitar a sala, vez ou outra alguém abre, olha, acha bonito e aprecia meu bom gostoso para móveis e decoração. não tenho talento, o melhor é fazer de conta que a gente nunca vai morrer e que está tudo honestamente perdoado. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1225858022125499446?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1225858022125499446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1225858022125499446&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1225858022125499446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1225858022125499446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/10/porque-sim.html' title='porque sim'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5979873630495384993</id><published>2008-10-14T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-10-14T15:23:59.752-07:00</updated><title type='text'>o gênio da lâmpada</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;eu queria fazer um feitiço em mim, fugir de mim, apelar. adiar o mundo pra depois, desligar minha angustia e dormir no escuro com você. vamos tentar costurar os pensamentos, vamos começar agora, escondendo o que não deveria ser pra mim. eu quero casar com você depois de fazer um feitiço em mim. vai ser tão feliz. mas eu nasci errado, e me perdoe por estar avisando só agora. quem sabe eu não jogo tudo fora e me empenho em acordar mais cedo. você ia gostar, não ia? eu adoraria jurar pra você, mas não posso mentir tanto assim. você acredita em mim, não é? acredita, ao menos, que o que eu queria mesmo era fazer um feitiço em mim? a gente disfarça... o problema é que ouço vozes e acabo indo, saio escondido e volto antes de você chegar, e te espero sentado como se não tivesse novidades que não posso te contar. eu queria que pouco me bastasse, você bem que merecia isso. mas não posso mentir tanto assim. eu queria fazer um feitiço em mim, esfregar a lâmpada e ter três desejos, repetir três vezes o seu nome, dar uma festa em mim.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5979873630495384993?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5979873630495384993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5979873630495384993&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5979873630495384993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5979873630495384993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/10/o-gnio-da-lmpada.html' title='o gênio da lâmpada'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7158618419584456200/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7158618419584456200&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7158618419584456200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7158618419584456200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/09/l.html' title='lá'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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o próximo apito, até o próximo ataque.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-8406569198696327887?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/8406569198696327887/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=8406569198696327887&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8406569198696327887'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8406569198696327887'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/09/para-depois.html' title='para depois'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1092131792631846470</id><published>2008-08-28T12:26:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:06:12.665-07:00</updated><title type='text'>halley nº 2</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;me lembro bem das noites em que chovia forte e ficávamos esperando a chuva passar, sem nenhum motivo importante. tinha uma musiquinha que tocava na casa de um vizinho e que agora não toca mais. também não chove mais e nós já estamos longe. acho que estávamos em outro país, disso não tenho certeza. sei que eram dias longos e nossos e tudo era somente para nós. não sei responder se éramos mais felizes do que pensamos ser agora, nem ao menos sei se poderíamos medir este fato. mas sei que deixei alguma coisa por lá, naquela casa com aquela janela que dava para o nada. tinha um cheiro também, um cheiro engordurado que suportávamos porque existiam coisas lá fora que nos tomavam mais tempo. lembro que a gente dançava e ria, praticamente era só isso, e não era pouco. o que você está fazendo agora?&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1092131792631846470?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1092131792631846470/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1092131792631846470&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1092131792631846470'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1092131792631846470'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/08/me-lembro-bem-das-noites-em-que-chovia.html' title='halley nº 2'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' 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cabelos-promessas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2470506488870353230?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2470506488870353230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2470506488870353230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2470506488870353230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2470506488870353230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/08/these-open-doors.html' title='these open doors'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6958938872462804528</id><published>2008-08-02T08:09:00.000-07:00</published><updated>2008-08-02T08:28:44.208-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;não existem surpresas e nem novidades se aproximam, no entanto espero todos os acontecimentos e todos os fins do mundo. aos solavancos e triunfos organizo em mim gestos e passos de felicidade futura, todos os lugares eu já sei. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6958938872462804528?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6958938872462804528/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6958938872462804528&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6958938872462804528'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6958938872462804528'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/08/no-existem-surpresas-e-nem-novidades-se.html' title=''/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6738346292193898838</id><published>2008-07-21T10:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:10:27.583-07:00</updated><title type='text'>esperando</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;as coisas importantes que deixei para trás já não me deixam dormir. não deixei que nada escapasse, não sei verdadeiramente como tudo aconteceu, não vi acontecer. agora esse inferno insistente me apavora, me ronda e parace não desistir. qual é a estrada? onde é a próxima caverna? eu quero entrar sem bater. preciso escapar desses dias e noites sem ordem, nem saberia numerá-los, caso você me pedisse. vou buscar salvação em algum lugar que não seja no passado e volto logo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6738346292193898838?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6738346292193898838/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6738346292193898838&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6738346292193898838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6738346292193898838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/07/as-coisas-importantes-que-deixei-para.html' title='esperando'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-680065186585449958</id><published>2008-07-07T10:29:00.000-07:00</published><updated>2008-07-17T10:08:09.194-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;a realidade farta não atende minhas vontades. invento notícias para o dia seguinte, faço planos de fuga e acordo no mesmo lugar. qualquer despejo me interessa.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-680065186585449958?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/680065186585449958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=680065186585449958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/680065186585449958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/680065186585449958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/07/blog-post.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4692910103477798691</id><published>2008-05-24T21:13:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:26:18.212-07:00</updated><title type='text'>o navio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Passei semanas em um navio e agora estou de volta. Mudei de idéia e de dor, sou uma novidade para mim e sou minha única provocação. Tenho um rosto um pouco pálido. O tempo que passei dentro do navio foi silencioso demais, o que me obrigou a ouvir meus próprios ruídos. Eu ria, à medida que ia entendendo. Talvez, em outro lugar eu tivesse chorado, mas no navio não. Qualquer notícia nova sobre mim sempre fez revelar a minha perdição, e algumas vezes eu sofri, mas ali, no navio, era como se eu tivesse morrido, escapado, e eu só enxerguei as vantagens de ser quem eu sou. Em volta de mim só havia o mundo, e o mundo, nesse caso, era o mar, o céu e o vento, muito vento. Estava ali há um bom tempo quando me dei conta de que já não estranhava mais aquela realidade, e pela primeira vez a minha lucidez não me espantou. Eu passava os fins de tarde na ponta do navio, como pode o céu ser azul? Como? Era o que eu pensava. Eu olhava o mar em volta de mim e pensava que se eu quisesse eu poderia me jogar. Tudo é somente se eu quiser, foi com esse pensamento que saí do navio. Não posso dizer que simplifiquei minha vida ao entender isso, mas agora eu aceito melhor o infinito. Eu nunca mais quero entrar em um navio, não combino com o mar, mas eu precisava ter estado ali junto às coisas que não acabam. Tenho inveja das pessoas que permitem que outras façam delas o que quiserem. Eu gostaria de poder descansar um pouco, saber deixar que outros me tivessem conforme suas vontades. Eu queria que me batessem. Gostaria de não precisar dizer muita coisa, mas não há retornos quando a escolha que se fez já existe há muito tempo, há muito tempo eu sou a mesma e, portanto, não alimento certas esperanças. Gosto do que me tornei, embora seja embaraçoso. Gosto de saber que tenho noção do meu fim e do que jamais serei. No navio a minha tristeza foi modificada e eu percebi. Para sempre eu estarei dentro daquele navio no meio do mar indo para o nada, sempre estive, aliás. Mas eu não sabia que era tão simples assim. Eu entendi que também é preciso não entender. Uma tarde, deitada ao sol, me dei conta de que nada é mais questionável do que tudo o que sempre existiu. É comovente. Depois do navio eu abandonei a puerilidade a qual estava presa. O que se pode afirmar é que o céu sempre estará no mesmo lugar em qualquer lugar que se vá, a chuva sempre virá e não há vento que desista nem raio que não aconteça, e se nós nos acostumamos a esse mundo lúdico e servil não há então espaço para dúvidas. Tenho a impressão de que entendemos tudo errado, no navio pude compreender isso com muita clareza. Passei tempo demais percebendo as coisas incertas e o que eu fiz de mim já não morre, mas tenho novidades, estou um pouco encantada com o que pude conhecer a partir do que já sou. É mais tranqüilo agora, é confortável entender que não sou nada diante do interminável. Eu vou terminar da maneira que eu escolher terminar, agora eu sei isso. Eu poderia ter terminado no navio, maravilhada pelo céu anônimo e azul, podia ter encontrado uma maneira de não voltar, era tão fácil eu me afogar. Mas eu escolhi voltar e viver conforme o que aprendi no navio. A vida é boa e não é séria e nem tão grave, como eu acreditava antes. O amor existe e a falta dele também, mas isso são apenas dois extremos entre muitos. Não há quem dê ou receba de outro o que quer que seja, amamos ou odiamos para nós mesmos, é em nossa própria defesa que desejamos sentir alguma coisa. Não há o que pensar, não há. Está tudo aqui, está tudo pronto, poderíamos nos deitar ao sol e apenas esperar. Não existem novidades, a não ser as íntimas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4692910103477798691?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4692910103477798691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4692910103477798691&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4692910103477798691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4692910103477798691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/o-navio_24.html' title='o navio'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3211406125439995953</id><published>2008-05-24T20:50:00.001-07:00</published><updated>2008-11-02T05:01:33.614-08:00</updated><title type='text'>fome</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As noites atrozes finalmente haviam ficado para trás, era o que ele pensava enquanto arrumava sua cama naquela manhã. Singelos sonhos freqüentavam seu sono entregue e devoluto. Movimentos banais tomavam ar de novidade, fechar os olhos e depois abri-los e não se assustar com o pânico das horas iminentes era quase um luxo, uma mordomia. Era bom viver, era bom, dizia pra si mesmo em voz alta, apoiado na grande janela aberta de seu quarto agora limpo e inundado de boas promessas. Tinha o peito, os olhos, a boca e os cabelos absolvidos, o perdão havia chegado até ele. A cada minuto uma nova sensação esquecida. Embebedava-se em tanto reencontro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ele, que tantas vezes julgou não ter espaço suficiente em seu corpo para abrigar tanta aflição, percebia agora faltar-lhe o mesmo espaço para tamanha euforia. Eram tantas as vontades e desejos que suas mãos não se mantinham quietas, os ombros tranqüilos confirmavam a desistência de toda agonia dos dias passados. Entendeu, naquela manhã, a necessidade que as pessoas têm de gritar quando estão extasiadas, embriagadas em contentamento. Tinha, enfim, o corpo inundado de infinitas possibilidades. Era um homem possível naquela manhã preciosa. Tinha uma beleza que, mesmo nos dias ruins, não o havia abandonado. Seu rosto indiscreto e seu olhos de cobiça nunca deixaram de insistir. Tinha olhos comíveis. Agora, voltava a saber de seu próprio fascínio, queria de novo plantar suas mãos num pedaço gostoso de carne e emprestar sua delícia com generosidade e avidez. Existia alguma violência em seus gestos e seus apertos. Embora se sentisse doce naquela nova vida, tinha nos braços um abraço quente, tinha um suor quente, e dedos hábeis conhecedores de caminhos. Eu, de longe, espiava passiva e fazia planos para aqueles dedos hábeis. Ansiava por queimar-me naquele corpo novo, febril, violento e doce. Era um segredo meu. Em silêncio desejava aquelas pernas me apertando, comprimindo meu sangue e puxando meus cabelos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ele se sentia devolvido a vida e eu fazia planos de devolver-lhe ainda mais, um susto atrás do outro é o que pretendia lhe oferecer. Espasmos, câimbras e calor. Eu chegaria na hora certa, com o cheiro certo e o silêncio exato de um corpo faminto e engolidor. Eu me jogaria, empurraria meus olhares vulgares sobre sua pele doce e voraz e gritaria em seus ouvidos curiosos. Espalharia-me em sua fome.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3211406125439995953?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3211406125439995953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3211406125439995953&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3211406125439995953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3211406125439995953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/fome_24.html' title='fome'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6062225257814031685</id><published>2008-05-21T14:04:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:25:40.397-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As possibilidades, a alegria e os desejos abstratos só existem na ausência de promessas e definiçôes. Só existe eternidade em não esperar, se nos fingíssemos de mortos os dias passariam mais leves. Vou fingir que não sou, para sempre vou fingir que não sou, porque entendi que a alegria é vermelha e discreta, e só chega em dias não planejados. Já não faço pedidos, vou viver levando sustos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6062225257814031685?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6062225257814031685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6062225257814031685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6062225257814031685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6062225257814031685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/as-possibilidades-alegria-e-os-desejos.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6135669831841911531</id><published>2008-05-21T13:51:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:25:56.749-07:00</updated><title type='text'>começo meio fim do começo (para penna prearo)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A realidade, embora me enjoe, também me serve. Mantenho os olhos disfarçadamente abertos - clandestina - depois os fecho definitivamente e reinvento modalidades cabíveis. Só não me ausentei ainda porque sou eu quem escolho o que quero dos dias e das pessoas que me chamam pelo nome. As vezes, finjo que não as ouço. E não ouço mesmo. Manter-me viva, noite após noite, até que me envaidece, porém, se me tivessem oferecido alguma opção eu escolheria transitar por um lugar estranho que satisfizesse meu egoísmo passageiro. Carrego comigo uma lista de felicidades e impropérios, são meus objetivos surreais. Algumas imagens me bastariam, delírios passageiros no deserto que eu inventei para não morrer cedo e intacta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6135669831841911531?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6135669831841911531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6135669831841911531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6135669831841911531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6135669831841911531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/comeo-meio-fim-do-comeo-para-penna.html' title='começo meio fim do começo (para penna prearo)'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5212982010299383371</id><published>2008-05-21T13:49:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:26:42.251-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Em silêncio finjo que não tenho medo. Disfarço os terrores dando voltas pela casa, abro a janela maior e respiro a vida alheia que não conheço e não me serve. Com meu rosto disposto eu distraio os que me cumprimentam e esperam um sorriso como retorno - não há necessidade que me conheçam. Milagres me atraem, embora não existam. A vida vai passar, e o meu medo também. Também? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5212982010299383371?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5212982010299383371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5212982010299383371&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5212982010299383371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5212982010299383371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/em-silncio-finjo-que-no-tenho-medo.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3817454103262719008</id><published>2008-05-21T13:45:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:26:55.466-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;As novidades envelhecem rápido em meu coração. Você duvida, você não sabe, você não quer. Você ainda amanhece em mim, principalmente quando a noite me traz um sonho seu. Sua voz anda distante, mas ainda me conta segredos sobre sua vida secreta. O seu silêncio me incomoda e me atrai estrangulando meu pescoço com perguntas que eu não faço. O tempo está passando e não há tempo que dure em mim, não me dou bem com esperanças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3817454103262719008?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3817454103262719008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3817454103262719008&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3817454103262719008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3817454103262719008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/as-novidades-envelhecem-rpido-em-meu.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5525609056783194523</id><published>2008-05-21T13:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:27:15.948-07:00</updated><title type='text'>boas novas</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A proximidade suspeita de qualquer felicidade sempre me fez mudar de assunto. No entanto, algo tem insistido em me convencer e se aproximar. Estou falando de calores. Tenho esquentado minhas pernas e meus dias dando chance a doçura, deve haver alguma em mim. Deve haver um infinito que me sirva e que faça de mim o que bem entender, deve haver algo mais grave. As vezes sinto vergonha em desfrutar da esperança, como agora. Talvez me falte a coragem dos ignorantes, a simplicidade dos que esperam em vão imaginando vultos e fabricando razões. Não sei do que estou falando, não sei o que estou pedindo ou esperando, mas tenho os olhos mais quentes e convidativos. A vida me agrada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5525609056783194523?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5525609056783194523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5525609056783194523&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5525609056783194523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5525609056783194523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/boas-novas.html' title='boas novas'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1137157398110008353</id><published>2008-05-21T13:41:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:27:27.619-07:00</updated><title type='text'>eu nunca tive um cartaz de cinema</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu nunca tive um cartaz de cinema. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu não tenho memória, meu passado me ignora. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu nunca tive coragem de ser cruel o suficiente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu nunca estive em lugar algum que não fosse em mim, e ainda assim não me pertenço. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu não entendo de fins; os dias acabam e eu continuo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez eu não morra nunca - o deserto combina comigo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu nunca tive um cartaz de cinema. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu rosto é uma constante despedida, sou pronta para o adeus. Prefiro assim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu nunca tive medo de mentir. Eu minto. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu nunca tive ímpetos vís. Eu nunca quis matar por amor. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu vou fugir. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1137157398110008353?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1137157398110008353/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1137157398110008353&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1137157398110008353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1137157398110008353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/eu-nunca-tive-um-cartaz-de-cinema.html' title='eu nunca tive um cartaz de cinema'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7574244510795378364</id><published>2008-05-21T13:40:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:27:38.785-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu havia me esquecido quanta novidade pode haver em não morrer ainda. Ao encostar-se em mim você saberá, antes disso não me espere. Vivo em segredo e continuarei assim. Em qual lugar de seu corpo fica sua coragem? Me mostra? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7574244510795378364?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7574244510795378364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7574244510795378364&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7574244510795378364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7574244510795378364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/eu-havia-me-esquecido-quanta-novidade.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4676136006067456446</id><published>2008-05-21T13:38:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:27:52.784-07:00</updated><title type='text'>o que não tem descanço</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu queria ter uma idéia brilhante e escapar de você. Eu queria ter uma idéia brilhante e nunca mais escapar de você. Eu queria ter uma idéia brilhante sobre como inventar dias leves e alheios. Queria acreditar na brilhante hipótese de não mais não querer o que insistem em me dar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Sobre mim quase não falo, mas também não invento. Meu incômodo é mais claro e embaraçoso que tudo o que me convence. O que não gosto não muda, enquanto a condição do que me agrada não oferece certezas finitas; sou mesmo somente minha e o que as pessoas querem de mim, eu dou. Eu não finjo, garanto que não. A confiança que ofereço é mesmo para ser oferecida; não há esforço algum em ser a surpresa que sou a qualquer um que não seja eu. Faz sentido. Não há quem não tenha em si mesmo algo que não lhe sirva. Não reparto minha tristeza, não saberia. Raramente me lamento perante outros, e se o faço, rapidamente arrependo - me por ter desapontado os que dependem da minha abundância. Não sei fazer de conta, por isso desapareço do convívio das pessoas com certa freqüência; minha solidão não sai de casa para dançar, não comemoro o meu desamparo. Gosto de chorar e remoer pesares e falências enquanto não durmo. A tristeza pela tristeza me interessa. Tudo em mim é muito e depressa. Sei que meu desassossego incomoda e cansa os que passam, mas gosto assim, por mim eu nem dormiria. Sei quando sirvo, sei onde caibo. Só é pena não caber em alguém que caiba em mim. Alguém que me baste por saber sobre mim o que eu mesma já sei. Eu só caberia em alguém que percebesse e compreendesse tudo o que aparentemente não sou. Preciso de alguém que perceba minhas piores vergonhas e que, comigo, somente divida as malícias do corpo. Alguém que me coma com a intimidade silenciosa e rara dos defeitos. Um olhar perigoso e suspeito, como deve ser o meu o meu. Certezas bastam as minhas. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4676136006067456446?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4676136006067456446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4676136006067456446&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4676136006067456446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4676136006067456446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/o-que-no-tem-descano.html' title='o que não tem descanço'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-690444596823763271</id><published>2008-05-21T13:36:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:28:12.625-07:00</updated><title type='text'>para ninguém enfim</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Não existe um só dia em que eu não fale com você. Imagino seu trejeitos e espantos. De que espécie serão seus pensamentos tardios e volúveis? De qual lugar de mim você ainda não foi embora? Eu resisto tanto que se talvez você pudesse suspeitar poderia também não voltar mais, como realmente não voltará. Não quero sua sombra em mim, seus delírios jamais voltarão a se misturar aos meus. Já não acordo em vão e sou menos traiçoeira.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-690444596823763271?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/690444596823763271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=690444596823763271&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/690444596823763271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/690444596823763271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/para-ningum-enfim.html' title='para ninguém enfim'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3316862815144027866</id><published>2008-05-21T13:35:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:28:22.568-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se houvesse você, bem que poderia ser em mim. Se eu fosse possível, e também eu existisse, poderia ser você a não me deixar ir embora. O tempo passa e os dias me corroem por distância e dissabor, e eu resisto em mãos alheias que não quero que fiquem. Eu quero ficar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3316862815144027866?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3316862815144027866/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3316862815144027866&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3316862815144027866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3316862815144027866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/se-houvesse-voc-bem-que-poderia-ser-em.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5832962971293257807</id><published>2008-05-21T13:28:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:28:35.648-07:00</updated><title type='text'>verde</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O amor e outros incômodos nunca serão compreendidos da maneira que esperam saber, e talvez essa insistência tola em compreender seja a explicação para o ódio corriqueiro do amor que vira ódio. Estranho? Não acho. As coisas importantes demoram. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Mesmo que nada se descubra, não morrer é estar atento aos avisos enquanto não se morre. Recados são respostas para perguntas que não fizemos por estarmos ocupados com duvidas medrosas que não mudariam caminho algum. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A distância tem me surpreendido vastamente, é disso que quero falar. É de longe que tenho me alimentado de sorte e exatidão. O mundo é longe. Talvez eu seja invisível como as coisas que existem baseadas apenas em suspeitas. É tão mais seguro suspeitar. Eu prefiro. Eu suspeito que você exista como quem nasce e morre todos os dias. Para que tanta gente no mundo? Você saberia me responder? O que me interessa é silencioso e íntimo; e tudo o que eu gostaria de saber não depende de perguntas e quando eu entendo é de repente que eu entendo. Eu entendi, por exemplo, que talvez eu precise fugir de você, mas eu não quero. Quero continuar. Sutil e invisível. Sem o escândalo das grandes descobertas. Em algumas noites tenho certeza de que você não existe, e pensar assim preenche meu corpo e minhas pernas se abrem quentes para você não chegar. Eu sei que você não existe em lugar algum, eu sei. Você deve ter sido um toureiro famoso e trágico de uma história vermelha e antiga, e já deve estar morto há muito tempo. Sempre me senti privilegiada por ter minha própria via e poder escolher minha solidão. Sua solidão se parece com a minha, e foi isso o que me fez ficar. Gosto do fato de você quase não existir. O que tenho por você é muito íntimo. Íntimo é uma palavra linda, você não acha? Você tem muitos segredos, não têm? Eu posso imaginar a natureza do que você esconde, e isso me assanha. Não te ver exercita minha luxúria, desconfiar de sua existência confirma minha bondade perigosa. Não perca o seu tempo com minha sinceridade se ela te assustar. Eu não preciso que você exista, quero apenas que você continue em mim de maneira atemporal. O mundo é longe e mesmo assim nós dois coubemos nele. Pode ser perigoso. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5832962971293257807?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5832962971293257807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5832962971293257807&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5832962971293257807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5832962971293257807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/verde.html' title='verde'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4071420879124525169</id><published>2008-05-21T13:25:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:28:50.525-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Espero não ser a mesma em todas as mentiras, espero não precisar. Espero continuar inventando esperanças passageiras; espero mudar de idéia para não envelhecer e para não esperar o que já não quero mais. Espero fugir um dia, para a Hungria, talvez. Faço de conta e invento todas as respostas possíveis, experimento algumas e não me convenço nunca. Sou paciente com as grandes mudanças, suporto bem as irresponsáveis demoras. Eu brinco de esperar Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4071420879124525169?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4071420879124525169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4071420879124525169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4071420879124525169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4071420879124525169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/espero-no-ser-mesma-em-todas-as.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2976398119123563372</id><published>2008-05-21T13:21:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:29:12.815-07:00</updated><title type='text'>jennifer (para bruno morais)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Estamos bastante longe, Jennifer, os meses nos separam sem dor. A saudade é bem-vinda e a ausência é cabível. Tenho estado acordada demais nos últimos dias, ou anos, não sei. Quase sei dizer sobre o futuro, leio minhas mãos nos fins de semana. O presente apenas me distrai com convicções momentâneas. Tenho dançado pouco ou quase nada, a solidão tem me feito bem durante a madrugada. Em que será que pensa você agora, Jennifer? Será que ainda tem os mesmos olhos tardios? Suspeito que tenha vontade de gritar em outra língua para que entendam sua coerência.Grite, Jennifer, eu ouvirei daqui. Quando você voltar vou lhe dizer as mesmas coisas e você há de se assustar, você sempre se assusta em vão. Acho graça em seu pavor infantil, seu desespero me acalma. Não se preocupe comigo Jennifer, estou aqui a me perder em qualidades duvidosas. Minhas novidades são íntimas demais para que eu possa lhe dizer em publico, confessarei depois. Estamos sós no mundo, Jennifer, você sabe disso, não? E você sabe o quanto isso pode ser bom, não sabe? Que bom que o mundo é grande, que bom. Você entende agora como são inúteis os lamentos? Suspire, Jennifer, você está no topo do mundo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2976398119123563372?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2976398119123563372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2976398119123563372&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2976398119123563372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2976398119123563372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/jennifer.html' title='jennifer (para bruno morais)'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3692198380071291120</id><published>2008-05-21T13:19:00.002-07:00</published><updated>2008-09-10T11:29:23.667-07:00</updated><title type='text'>conto de verão</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Disse a ele que minha vida era muito longa e que talvez ele viesse a se assustar com minha falta de eternidade para quase todas as coisas. Disse também que eu não era boa o suficiente para o amor, e que o amor me enjoava com suas lambidas fora de hora. Mas eu disse que precisava dele mesmo assim, fazia questão de sua presença perseverante, pode ficar, arrisquei. E ele ficou, de verão em verão, agüentando meu calor e meu suor, suportando minhas mentiras de criança que não sabe o que fazer porque não sabe o que sentir. O meu amor demora, o meu amor existe assim: dia sim, dia não. E enquanto espero o fim da chuva, penso e peço: 'venha, amor, venha e me encha dos medos do amor'. Mas os medos que chegam e moram na mesma casa que eu, são medos sozinhos e meus. Ele foi embora, desistiu de esperar um milagre. Depois voltou e eu o recebi. Voltou e não pediu favores, disse que acreditava na sorte. Aceito sua oferta, disse a ele, é claro que ele pretendia mais da vida que lhe deram, mas ainda assim suportou os dias pequenos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3692198380071291120?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3692198380071291120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3692198380071291120&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3692198380071291120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3692198380071291120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/conto-de-vero.html' title='conto de verão'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-759191237715127719</id><published>2008-05-21T13:19:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:29:38.604-07:00</updated><title type='text'>para poucos</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;E não podendo ser dois, levou a vida sabendo muito de si mesmo e assustando-se a cada novo segredo terrível. Então é assim viver, perguntou-se finalmente. Sim, é assim, pôde ouvir em seu ouvido. Dispensou a dor e sentiu-se um privilegiado ao compreender sua secreta solidão, poucos compreendem. O mundo é grande, o mundo é grande. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-759191237715127719?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/759191237715127719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=759191237715127719&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/759191237715127719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/759191237715127719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/para-poucos.html' title='para poucos'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2540397321185042667</id><published>2008-05-21T13:18:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:29:53.545-07:00</updated><title type='text'>a vulva e Deus</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A vulva disse pra Deus: Deus, santo Deus, que canta em meus ouvidos, diga-me o que pensava enquanto projetava tão cheirosa e tão minha vulva? Deus nada disse. Olhou-a por segundos compridos, em busca de resposta que não vinha pronta. Disse então a vulva: Vamos, ó Deus meu, que me criaste cheirosa e oferecida, diga-me num rompante sobre sua invenção. E então disse Deus com sinceridade de Deus: ó vulva mortal, te fiz para o pecado do amor e do pouco amor, e para andar pra lá e pra cá e para só depois voltar pra mim, assim num dia à toa, para que eu possa viver a te esperar. Sinto teu cheiro voltando, teu cheiro voltando.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2540397321185042667?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2540397321185042667/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2540397321185042667&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2540397321185042667'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2540397321185042667'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/vulva-e-deus.html' title='a vulva e Deus'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3446080549622347900</id><published>2008-05-21T13:17:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:30:12.702-07:00</updated><title type='text'>tão cheia vida</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Era para tudo estar suspenso. Era. Mas não está. Era para o mundo ser um pouco menos e uma chuva fina e conselheira estragar meu dia e meu cabelo. Era. Mas eu gosto assim. Era para tudo ser verde, um verde estranho e decadente no cinema estremecendo uma canção antiga e traiçoeira implorando uma dor qualquer que não dói mais. Era. Mas já não tenho pequenas mortes. Era para eu ter esquecido o meu quarto cheio de intenções e apagado as luzes, como sempre, imaginando sombras no escuro que era para estar escuro e não está. Era. Era tanto e agora é mais (ou menos?). Era para estar faltando espaço dentro e entre, era para não caber. Era. E agora cabe. Era para ter segredos com os móveis e o banheiro e a parede do banheiro. Era. Mas são outros os lugares. Era para a história envelhecer e não ter fim. Era, era e era para ser somente eu e o que invento enquanto não durmo, enquanto não quero o que tenho, enquanto. Era. Mas agora é tanto. Era para ter ficado daquele jeito sem jeito por conta da infância e do resto de dor que escondi dos mais próximos. Era. Mas já não tremo em lembranças no meio do dia. Era para eu ir embora de agonia em agonia. Era mentira. Era. Agora eu minto menos, minto menos. Era para ter sido muito pouco em tão cheia vida e as horas não passarem e a noite não chegar e não trazer. Era para eu não ter desejado tanto por falta de motivos e calor. Era para eu ter me fisgado sem urgência e desonesta, em silêncio. Era. Agora eu grito e tenho ávidos quadris.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3446080549622347900?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3446080549622347900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3446080549622347900&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3446080549622347900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3446080549622347900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/to-cheia-vida.html' title='tão cheia vida'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4584755368769841320</id><published>2008-05-21T13:15:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:30:28.724-07:00</updated><title type='text'>antes que eu me afogue</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No excesso das horas que não prestam mais posso confirmar minha feliz condição. O tempo tratou de envelhecer e morrer minha mais antiga duvida, já não vivo em desespero, sou enfim uma pessoa e seus indícios. Escondo-me, mas não muito, entre um susto bom e um outro dia. Já não quero despedidas, nunca mais vou embora, e não ir embora era minha vontade secreta. Agora entendo meu passado e cada dia e cada noite e cada vez que não fiquei. É incrível como as coisas mais felizes que podem nos ocorrer não nos causem euforia, mas sim uma espécie de morte, de morte súbita. O amor é súbito, como eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4584755368769841320?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4584755368769841320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4584755368769841320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4584755368769841320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4584755368769841320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/antes-que-eu-me-afogue.html' title='antes que eu me afogue'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6687090057542223659</id><published>2008-05-21T13:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:30:42.388-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Lamento a falta que me faço. Que saudade de tomar veneno e não morrer.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6687090057542223659?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6687090057542223659/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6687090057542223659&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6687090057542223659'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6687090057542223659'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/lamento-falta-que-me-fao.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2452960083977123857</id><published>2008-05-21T13:10:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:51:41.050-07:00</updated><title type='text'>ondas de calor</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Adiei temporariamente minha ida ao fim do mundo. Eu tinha, guardado em segredo, um estilhaço de esperança para usufruir no caso de alguma sorte. Agora sinto ondas de calor durante o dia, tenho pensamentos suspeitos e quase me sinto livre. Estou convivendo melhor com a minha incerteza, uma vez que pude compreender que ela não irá embora, a não ser quando eu for também. Passei anos esperando o dia em que eu não duvidasse mais. Bobagem. Entendi definitivamente essa minha condição e, sinceramente, já não a desprezo mais. O que está em mim provavelmente deve ser mesmo meu, e eu sei que o tempo nos faz dono de todo tipo de coisa, inclusive das menos aconchegantes. Me apropriei finalmente da minha escassez. Se não sou capaz de sentir o mesmo amor todos os dias, o sentirei então da maneira que me cabe, pela metade. Amarei durante a noite prometendo a mesma intensidade para o dia seguinte e passarei a vida desonrando minhas promessas. O que me consola é que meus instantes são reais, mesmo que acabem depois, num dia próximo. Jamais me entreguei em vão e os futuros que prometi tinham em si a minha vontade de ser próspera. Tenho boas intenções e meus ímpetos são puros, quase infantis. Não é leviandade, é apenas uma deficiência pública: sou uma oferta efêmera e valho os lamentos de depois.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2452960083977123857?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2452960083977123857/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2452960083977123857&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2452960083977123857'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2452960083977123857'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/ondas-de-calor.html' title='ondas de calor'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2588620695647049531</id><published>2008-05-21T12:51:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:52:36.572-07:00</updated><title type='text'>resposta</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não há medo algum em mim. Esse terror que sempre me ocupou e que respeitei como se respeita um medo, tem outro nome e motivo. Sei bem que o que importa são os motivos, apenas eles justificam os absurdos. O terror com quem divido a casa, os móveis e as visitas, é minha máxima proteção, é quem delimita até onde quero que cheguem até mim e, com pequenas variações, não permito nunca que ultrapassem certo ponto. Escondo-me enquanto outros olhos supõem me invadir. Olhar nenhum alcança além do que em mim quer ser alcançado. As minhas indagações e os meus motivos flutuam num rio que ninguém nada, ninguém jamais se afogará em mim e isso já é uma decisão antiga. Será que as outras pessoas são assim também, intransponíveis? É bem possível que sim. Me agrada muito a impossibilidade de conhecer alguém totalmente, é isso o que torna a vida viável. Ignorar, nesse caso, é a nossa única salvação, se é que temos ou esperamos por uma. Seriamos excessivamente selvagens se não nos escondêssemos, não teríamos esperanças e nos sentiríamos ainda mais tristes. A beleza, o amor e a gratidão devem estar no que se supõe ou se imagina, não no que se arranca. Eu evito certas perguntas, não gosto que queiram saber sobre mim, não gosto. A minha casa faz parte disso, aqui comigo estão quase sempre as mesmas pessoas, não gosto de visitas inesperadas, são decadentes. Gosto de gente que vai embora e que fica apenas o tempo necessário para que eu possa continuar suportando-as e elas a mim. Gosto das coisas que terminam e, sinceramente, desprezo alguns começos. O infinito só tem sentido na solidão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2588620695647049531?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2588620695647049531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2588620695647049531&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2588620695647049531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2588620695647049531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/no-h-medo-algum-em-mim.html' title='resposta'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-8438684868889008660</id><published>2008-05-21T12:49:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:31:30.427-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ontem você me deu uma flor, que coloquei dentro de uma garrafa com água para que não morra cedo. Uma flor vermelha e oferecida. Não sei se é um engano, nunca sei. Sorrio quando quero, choro quando não suporto e espero enquanto posso. Eu quero ser uma flor vermelha que não morre nunca. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Do amor, conheço a metade. Invariavelmente, pego algum atalho e volto. Sou triste, este é um dos meus segredos. Certamente algo deu errado, deve ter sido lá atrás. Jamais saberei os motivos desse meu atraso, mas devem haver várias versões. O meu amor é uma espécie que morre em vão e sem despedidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-8438684868889008660?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/8438684868889008660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=8438684868889008660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8438684868889008660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8438684868889008660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/ontem-voc-me-deu-uma-flor-que-coloquei.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-8828811210122792000</id><published>2008-05-21T12:43:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:31:45.530-07:00</updated><title type='text'>o labirinto</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Os dias estão diferentes, meus apelos são outros e meu olhar anda disperso e sem notícias. Não há definições, só devaneios. Meu coração esbofeteia meu peito, dói. Procuro manter-me em silêncio e, atenta, espero algum aviso. Nada entra pela porta destrancada. Não ouço vozes e nem vejo vultos. Impacientes, minhas mãos aguardam algum destino, estão ansiosas em saber a quem as estenderei agora. Os dedos tentaram fugir na semana passada, os prendi na porta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ainda não percebi o momento em que devo começar a correr, não sei se haverá um. Não saber a direção do próximo passo é altamente angustiante. A tortura tem em si as desvantagens do infinito. Queria eu ser uma nuvem, branca, pálida e inalcançável. Rápidas vezes, quase fugi. Não pretendo escapar, porém, não reconheço ainda o lugar, o exato lugar onde devo parar e ficar e gostar de ficar e querer não voltar, e viver de gritar. Como devem ser leves as montanhas, apenas existem. Enquanto, eu, afundo minha incerteza num rio raso sem passado revolto. Estou pedindo socorro e os ecos não retornam. É do amor que eu fujo, sempre. Ele vem e eu disparo a correr sem caminho, sem calor. Dias atrás tomei uma forte chuva. Indiscutivelmente molhada, estive prestes a tomar a decisão de me atirar de uma vez desse arranha-céu que me olha de cima pra baixo e me chama de 'flor'. Quase fui. Mas acabei enfiando-me debaixo de uma árvore austera. Eu não quero me salvar, nunca quis. No entanto, recebi uma oferta, que poderia ser comparada a uma carta que vem do correio e uma letra bonita entrega todas as frases do mundo. Não quero nada que fique, mas ainda não quero que se acabe. É preciso que me amarrem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-8828811210122792000?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/8828811210122792000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=8828811210122792000&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8828811210122792000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8828811210122792000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/os-dias-esto-diferentes-meus-apelos-so.html' title='o labirinto'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-2877610194374846472</id><published>2008-05-21T12:40:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:32:03.218-07:00</updated><title type='text'>o corpo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Acredito que o corpo seja o lugar mais espaçoso do mundo. Há de tudo dentro de um corpo, inclusive o que julgamos ter perdido. Dentro do meu, os segredos se fazem maioria. Carrego eu mesma minhas próprias confissões. A intimidade se movimenta dentro de mim. Não há um só pedaço da minha carne que já não tenha levado um susto. Além de mim, somente meu corpo sabe o que nunca ninguém saberá. Em minha saliva estão as indecências que eu adoraria poder gritar pela rua. Meus ossos, por sua vez, tomam conta do que eu preferia não saber, durante o inverno meus ossos doem demasiadamente. Minha boca lúbrica esconde o que quase não consigo disfarçar, considero minha boca a parte mais escandalosa do meu corpo. Com as mãos, aperto as mentiras. Em meu rebolado moram as noites e os pecados que de propósito cometi e gostei. Na parte de dentro das duas coxas, guardo minhas mais bem sucedidas volúpias, que não seriam secretas se fosse possível descrever a delícia de uma lascívia. Meus poucos pelos silenciam minhas saudades, e são os únicos que sabem precisamente o número de vezes que chorei, são muito eficientes. Na pele fina do pescoço grudei minha coleção de delicadezas e algumas lascas de felicidade. Os delitos eu pendurei nos ombros, couberam todos. No meu abrir e fechar de olhos estão as vezes que traí, tenho cílios cansados. Atrás da minha orelha, misturados com os cabelos, estão os segredos alheios que vão diminuindo a cada chuva que tomo, desses eu não gosto. Os meus seios acomodam de maneira irresponsável tudo o que não faço muita questão de esconder, por isso, tenho seios fartos e quase sempre descobertos. A parte de baixo dos meus pés esmagam remorsos, culpas e arrependimentos. No céu da minha boca conservo o gosto amargo das mentiras que contei. O meu lado bravio e indomável é certamente o mais abundante e, para este, eu reservei a minha vasta língua. Pois não há nada que se compare a uma língua úmida; é ali que se encontram os êxtases reais. A minha língua é o pedaço mais importante do meu corpo, é onde eu principio. Os segredos da carne, da minha carne, são valiosos demais para mim e, a língua, abriga o absoluto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-2877610194374846472?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/2877610194374846472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=2877610194374846472&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2877610194374846472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/2877610194374846472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/o-corpo.html' title='o corpo'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3293916788749431977</id><published>2008-05-21T12:34:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:32:16.808-07:00</updated><title type='text'>se</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Te vejo andar por aí. Observo a lascívia das ruas por onde pisa, os perigos que procura sem encontrar. É no silêncio que te amo, escondida atrás de uma árvore. Imagino teus pêlos e teus arrepios. Fecho os olhos e penso em seus dedos. Carrego comigo uma foto sua, que olho vez ou outra. Nosso enredo é feito de palavras poucas e longos olhares desavergonhados. Tenho fascínio por olhares desavergonhados, é de minha natureza. Sou abrupta nas questões do amor, não existe delicadeza alguma em meus beijos e apertos, é com violência que exerço minha ternura e ofereço alguma novidade. Sou uma ópera desesperada. Durante a noite faço de conta que a qualquer momento você possa entrar sem cerimônia e me arrancar os cabelos. Eu te daria tudo. Minhas horas seriam tuas e todas as respostas que não sei eu inventaria. Te convidaria para morar entre minhas pernas. Eu dançaria pra você. Te contaminaria com todos meus pecados e vinganças. Certamente você não tentaria fugir. Mas eu acabaria te abandonando, escapando durante a madrugada pra nunca mais voltar. Nós fugiríamos, eu e minha culpa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3293916788749431977?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3293916788749431977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3293916788749431977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3293916788749431977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3293916788749431977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/te-vejo-andar-por.html' title='se'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-8462744569019673929</id><published>2008-05-21T12:31:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:32:31.760-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Minha memória abriga êxtases e estupidez. Diariamente sinto um sopro, acumulo segredos inconfessáveis, coleciono arrepios e sentimentos vis. Meus cabelos tratam de esconder o que não esqueci; embelezando vergonhas, espantos e algumas ruas que não esqueço. Disfarço bem. Encho meus olhos de graça e engano os inquisidores. Esconder-se é quase erótico. As mentiras que conto me assanham, preparam minhas pernas para um ardor iminente. A verdade amortece meu corpo disposto e minha boca quase não abre. Prefiro o langor de uma ilusão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-8462744569019673929?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/8462744569019673929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=8462744569019673929&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8462744569019673929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8462744569019673929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/minha-memria-abriga-xtases-e-estupidez.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7693540632576149496</id><published>2008-05-21T12:27:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:32:47.138-07:00</updated><title type='text'>assim também</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quero alguém que coma meu coração. Uma boca diligente e alheia. Pretendo oferecê-lo, vermelho e afoito, a algum desconhecido faminto e desprovido de pequenos medos. Posso imaginar a cena: olhares sequiosos e cúmplices de um crime de amor. Depois, os dedos ávidos e longos do desconhecido sufocariam meus seios fartos de Ofélia, - mais um olhar - e, obstinado, rasgaria minha pele, cavando meus ossos com aflição agônica. Por fim, partiria meu peito ao meio, arrancando-me o coração e mastigando com volúpia meus segredos e dores, como um náufrago.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7693540632576149496?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7693540632576149496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7693540632576149496&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7693540632576149496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7693540632576149496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/quero-algum-que-coma-meu-corao.html' title='assim também'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1975182402875007935</id><published>2008-05-21T12:26:00.000-07:00</published><updated>2008-05-24T20:45:00.939-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Será que Deus é quente?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1975182402875007935?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1975182402875007935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1975182402875007935&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1975182402875007935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1975182402875007935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/ser-que-deus-quente.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-6097670505599828660</id><published>2008-05-21T12:20:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:33:39.365-07:00</updated><title type='text'>full</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;A falta de lucidez não me permite lembrar dos detalhes, que é onde certamente está guardado o ínfimo sentido do que aconteceu. É tão estúpido perder o controle, e é sempre o que mais perco, em troca de uma alegria mentirosa e passageira. Quando isso acontece, o que sobra são apenas vultos e sensações suspeitas. Balanço agora minha cabeça em busca de algo que me revele o que realmente aconteceu e, principalmente, o que senti, se gostei ou não, se foi bom, se doeu, e se quero mais daquilo que houve enquanto eu dançava. O que lembro com clareza é o fato de que eu dançava, mas isso eu sempre faço. É como se eu não fosse quem eu sou, como se não estivesse estado em lugar algum. Como se já não bastassem todas as perguntas que carregarei debaixo do braço para todo o sempre sem nunca obter resposta alguma, levianamente vou acumulando duvidas banais, cotidianas; que vão parar debaixo do mesmo braço por conta de um momento caprichoso. É como se eu tivesse fechado os meus olhos, tapado meus ouvidos, enquanto minha boca disparava segredos dispensáveis. Quando me dou conta, a noite se acabou, as luzes se ascenderam, e tudo o que houve foi pisoteado por mim enquanto dançava. E então, perco o sono tentando encontrar algum vestígio, alguma pista sobre o valor daquilo que perdi enquanto me perdia. Estou sempre procurando por mim mesma, nas ruas, nos banheiros e nas pessoas por onde passei. Deve ser por isso que a cada dia diminui em mim a minha própria noção, e a cada noite vou sabendo ainda menos sobre mim. Reconheço, sim, as vantagens dessa brutalidade. Provavelmente fui poupada muitas vezes, afinal existem coisas sobre mim que prefiro mesmo não saber, não lembrar. Não agüentaria viver por muito tempo se algumas noites longas e descabídas não me fossem roubadas pelos excessos. Mas posso imaginar também algumas felicidades que por ignorância rejeitei, rostos que esqueci e que poderiam ter me dado alguma alegria, passageira que fosse. O que me consola é que enquanto me perco me refestelo na fugaz felicidade dos inconseqüentes&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-6097670505599828660?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/6097670505599828660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=6097670505599828660&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6097670505599828660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/6097670505599828660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/falta-de-lucidez-no-me-permite-lembrar.html' title='full'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1758160195778009730</id><published>2008-05-21T12:16:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:33:55.371-07:00</updated><title type='text'>mulherzinha</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ao ver aquele rosto no meio de tantos teve idéias rápidas e sem importância. Ao se deitar,o rosto de homem aqueceu seu quase sono, pensava naqueles grandes olhos. Já não havia como escapar. Entregara-se então sobre uma calçada áspera e deserta, como se naqueles grandes olhos estivesse sua chance preciosa. Nunca havia gritado tanto, não que não tivesse tentado. Mas aquilo sim devia ser isso que chamam ardor, pensava. Antes de dormir relembrava cada gesto e gemido, em seus ouvidos ainda ecoavam a saliva abundante. Porém, tinha a certeza de que não desejava vê-lo mais. Tinha tido o suficiente e estava grata. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1758160195778009730?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1758160195778009730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1758160195778009730&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1758160195778009730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1758160195778009730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/ao-ver-aquele-rosto-no-meio-de-tantos.html' title='mulherzinha'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-888000885817640649</id><published>2008-05-21T12:12:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:34:06.705-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Enquanto durmo imagino possibilidades vãs. No escuro faço versões descaídas para um mesmo desejo. É durante a noite que encho meu coração de malícia e faço planos promíscuos. Minha violência é uma valsa involuntária. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-888000885817640649?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/888000885817640649/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=888000885817640649&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/888000885817640649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/888000885817640649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/enquanto-durmo-imagino-possibilidades.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-7464241050753094291</id><published>2008-05-21T12:11:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:35:29.207-07:00</updated><title type='text'>A fuga</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não sei como se deu, quando percebi nada daquilo estava mais em meu coração. Desconfio que deve ter saltado de dentro de mim enquanto eu dormia. O que posso afirmar é que não está mais aqui aquilo tudo, é como se nunca tivesse estado, me pertencido e me atormentado. Estou aliviada, é certo, implorei inúmeras vezes para que me deixasse, mas não assim, a seco, sem sequer um último arrepio. Sentimento ladrão. Roubou-me o sossego e muitas noites. Hóspede ingrato e traiçoeiro é o que és. Deleito-me com sua ausência tão desejada, mas quanta deselegância fugir assim depois de tantos anos! E não me venha falar de amor, praga estúpida! Não me faça visitas nem por um segundo, se vier te enforcarei, já comprei uma corda. Nunca mais passaremos um natal juntos e meus anos serão novos e limpos. Tomara que o tempo te arraste por anos incessantes, sentirá as agruras da prisão, o inferno de não se pertencer. Seus ouvidos servirão para chantagens vis. O tempo inescrupuloso não te soltará, te arrastará pelos teus próprios caminhos, teus olhos se arregalarão ao ver tua própria estupidez. Entenderá então seu inexistente significado, e se entristecerá ao descobrir seu pouco tamanho. Sentirá tristeza! E sentirá tudo de uma só vez, altas doses de tristeza acumulada ao lado de todas as outras sensações intocadas. Não sou dada a vinganças, não é realmente de minha natureza, tenho preguiça, mas me delicio com a vida longa que terá pela frente. Não esquecerás meu rosto, enquanto eu, dentro de instantes não lembrarei mais de ti. Te apagarei. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-7464241050753094291?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/7464241050753094291/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=7464241050753094291&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7464241050753094291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/7464241050753094291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/fuga.html' title='A fuga'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3804981593146389694</id><published>2008-05-21T12:09:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:36:45.686-07:00</updated><title type='text'>fina Flor</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;OLHOS SECOS E INFANTIS ERA O QUE VIA NO ESPELHO EMBAÇADO DO BANHEIRO DE AZULEJOS AZUIS. OS CABELOS AINDA MOLHADOS ESFRIAVAM O CORPO NU. UMA INCERTEZA LATENTE TRATAVA DE LHE ESQUENTAR OS PENSAMENTOS E CAMBALEAR SUAS PERNAS UMIDAS E MEDROSAS. A VONTADE ERA DE ENCOLHER-SE NO CHÃO FRIO E ADORMECER, IGNORANDO A ANGUSTIA DAS SENTENÇAS. OS MINUTOS INSISTIAM COM ARROGANTE RAPIDEZ. NÃO ERA O MOMENTO AINDA, ESTAVA VAZIA DE CONVICÇÕES E SE PUDESSE ESCOLHER GOSTARIA DE PODER DERRETER NAQUELE CHÃO DE BANHEIRO. QUE AGONIA NÃO TER SALVAÇÃO, PENSAVA, QUE MISÉRIA NÃO TER ESCOLHA. SE ADIANTASSE GRITAR A DEUS, GRITARIA. PEDIRIA ABRIGO, ACONCHEGO E IMPLORARIA POR UMA RESPOSTA EXATA. MAS DEUS JÁ NÃO OLHAVA POR ELA, ACREDITAVA. TINHA NOÇÃO DE SUA VIDA SEM MILAGRES E DE TODAS AS UTOPÍAS VAZIAS DE ALÍVIOS REPENTINOS. SUAS MÃOS SOZINHAS DESTRANCARAM A PORTA DO BANHEIRO. VAGOU PELA CASA MAL ILUMINADA, ABRIU A JANELA E GOSTOU DE VER QUE CHOVIA, TALVEZ POR AQUELA FALSA SENSAÇÃO DE QUE A CHUVA NOS PERMITE ADIAR OS COMPROMISSOS. ENGANOU-SE MAIS UM POUCO. VESTIU-SE SEM ÂNIMO E SE IRRITOU POR NÃO PODER APAGAR GESTOS BÊBADOS E DIAS MAL FEITOS. LÁ FORA, O ESPANTO. DEPOIS DA PORTA A VIDA ESCANCARADA EM MÃOS FUGAZES, SEU NOME DOCE DE PRINCESA ROLAVA NO BARRO SUJO DAS MENTIRAS. JÁ NÃO VALIA OS DEDOS DAS MÃOS, NÃO VALIA UMA VIDA DADA. E ERA TÃO LINDA, TÃO DESLUMBRANTEMENTE LINDA. COXAS VIGOROSAS ESQUECIDAS PELA ESCOLHA SÃ DE UM DIA TER QUERIDO MAIS, TER SE OFERECIDO MAIS. A CULPA ERA A DE SER PECAMINOSA, NOS GESTOS, FRASES E QUADRIS REBOLATIVOS. SEUS VESTIDOS JUSTOS ENTREGAVAM SEU TALENTO, SEU DELÍRIO VIL E SANTO DE SER UMA MULHER VASTA DE OLHOS GRANDES E CONVIDATIVOS. ADORAVA TODA SUA DELÍCIA, SABOREAVA-SE A SI MESMA QUANDO SOZINHA FREMIA PELA RUA E, SEM QUERER, PROMETIA FUTUROS FELIZES A HOMENS SEM QUALIDADES. E COMO DANÇAVA! ESTICAVA AS PERNAS DE MANEIRA EXATA, OS BRAÇOS VARRIAM AMBIENTE E OLHARES. NÃO HAVIA ESCOLHIDO TAL ROTEIRO, OS DIAS APENAS FORAM PASSANDO E, PRINCIPALMENTE, AS NOITES. TINHA FASCÍNIO PELO CAIR DA TARDE: O CÉU DIMINUINDO E A VASTIDÃO DE POSSIBILIDADES NA PENUMBRA. ELA PRÓPRIA ERA UMA PENUMBRA DUVIDOSA QUE NÃO ESCLARECIA DE PRONTO. ERA PRECISO VASCULHAR, ARRANCAR SEGREDOS E MENTIRAS DE BOCA TÃO BEM FEITA. OS LÁBIOS, UM ATAQUE. SUA SALIVA PARCA EXPULSAVA FRASES ENCANTADORAS A SERES DISPOSTOS E CRÉDULOS DA FELICIDADE PROMETIDA UM DIA, NUM LIVRO OU NUM HORÓSCOPO VELHO E CHINÊS. E LAMBIA OS DEDOS COM DELÍCIA DE PRIMEIRA VEZ, SORRIA ENFEITIÇADA POR SER ASSIM TÃO PURAMENTE CHEIA DE BONDADE PERIGOSA. ERA UMA BELA BUNDA E MUITO MAIS. TINHA O DOM DE ENLOUQUECER A VIDA ALHEIA, DE RECHEAR DE BOAS NOVAS VIDAS OCAS E PERAMBULENTES.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3804981593146389694?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3804981593146389694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3804981593146389694&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3804981593146389694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3804981593146389694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/fina-flor.html' title='fina Flor'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3411774084386055622</id><published>2008-05-21T12:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:37:04.672-07:00</updated><title type='text'>halley  (para alessandro)</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quando o viu pela primeira vez foi quase medo o que sentiu, levou um susto ao, repentinamente, sentir felicidade. Um calor inédito aqueceu seu ventre, suava. Descobriu num rompante que a beleza é o que se sente, pois aquele homem a sua frente não era exatamente belo ao olhar alheio, ela entendera então, que a beleza não é palpável nem visível, a beleza é um calor. Seus pés já não eram os mesmos, eram pés inchados pela languidez, suas coxas realizavam um movimento involuntário, se afastando uma da outra. Nevava sobre seus cabelos, era uma noite fria e azul. Em algum lugar por perto podia-se ouvir a voz de Etta James cantando Stormy weather, ela atravessou a rua, sonâmbula e estrangeira. Nunca cogitou que precisasse viajar para tão longe para que não morresse dentro de um corpo até então sem novidades. Ela alcançaria, ela alcançaria. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3411774084386055622?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3411774084386055622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3411774084386055622&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3411774084386055622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3411774084386055622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/halley.html' title='halley  (para alessandro)'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-3450977507069081349</id><published>2008-05-21T12:05:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:37:19.774-07:00</updated><title type='text'>sanidade</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez, como suspeitei um dia, você realmente não exista. Devo ter inventado tudo numa noite qualquer, enquanto me ocupava em conseguir dormir. Mais uma estória apenas, das muitas que já inventei tendo o corpo esgotado e a imaginação angustiantemente disposta a dar palpites. Mas acontece que aceito todas as minhas invenções, as obedeço, porque sei que é esse o meu teor. E deve ser por isso até, que as únicas coisas fatalmente irreverssíveis para mim, são as que não existem. Nas minhas estórias sempre têm um momento em que não há mais para onde ir, mas também já não há como voltar. Somente o que imagino não se apaga em mim, e é tão melhor que seja assim... É dessa maneira que a eternidade age em mim, mesmo porque nunca associei a eternidade com o vulgar significado pela qual é conhecida. A imaginação é a parte mais fiel do meu corpo, e encontrar um lugar seguro em nosso corpo traiçoeiro é muito bom. Não há nada de fantástico nos dias reais, a realidade sempre me enjoou com sua ausência de devaneios. As minhas tentativas com o palpável sempre ocorreram na mesma ordem, ou seja, mais cedo ou mais tarde eu acabava fugindo, sendo levada a exercitar o fim. Os fins não me atraem, e dentro da realidade eles são inevitáveis. O que imagino não se acaba, mesmo que não continue. O silêncio é quem me manda os recados. O verossímil é uma condição extrema e cruel. As coisas em que acredito não possuem o rancor da estabilidade, sou uma via livre onde, ir, nem sempre significa estar indo de fato, e assim é com todas as outras palavras. As palavras reais são pesadas demais para uma vida, para minha, ao menos, são. E é por tudo isso também, que o irreverssível, essa palavra dura, me agrada, porque sou em quem escolho os meus retornos. Nos meus enredos tudo se mantêm em suspenso, e se manter assim é o que existe de imutável. Isso tudo pode parecer muito complicado, mas não o é. Na verdade, esse artifício facilita minha relação com o insuportável, e num mundo onde se é obrigado a suportar tantas incoerências, encontrei um lugar aconchegante e generoso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-3450977507069081349?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/3450977507069081349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=3450977507069081349&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3450977507069081349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/3450977507069081349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/sanidade.html' title='sanidade'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-1416635364806640208</id><published>2008-05-21T11:30:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:37:39.942-07:00</updated><title type='text'>o meu caber</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Uma rua deserta. Uma cama vazia e desarrumada. Um casal dançando lentamente. Uma cidade enfeitada para o natal. Uma mulher chorando enquanto assiste a um filme no cinema. Margaridas amarelas e pequenas. Um banheiro colorido. Uma meninazinha observando a chuva através de uma janela. Um guarda-chuva preto sobre duas pessoas ao longe. A lente de um binóculo. Uma ópera. Um pé cheio de areia. O ilíaco de um homem. Dois amantes sentados no primeiro degrau de uma longa escadaria. Os botões de um vestido. Um cabelo de mulher, comprido e vermelho. Nuvens vistas pela janela do avião. Um segredo bem guardado. Um caleidoscópio. O barulho da xícara encostando no pires. Uma igreja vazia. A pausa entre uma palavra e outra. Roupas no varal. O silêncio do fundo do mar. Uma porta entreaberta. O buraco da fechadura. Uma bula de remédio. Uma jovem roendo as unhas. O momento máximo do sexo. Uma gaveta de talheres. O momento da inspiração. Uma borboleta preta e amarela. Um velho lavando as mãos. Uma criança acordando. O beijo de despedida. Um homem assobiando uma música na fila do supermercado. Um sonho bom durante a noite. O entregador de pizzas. A parte de dentro das coxas. Unhas vermelhas. O olhar entre duas pessoas desconhecidas. Um teatro lotado. Audrey Hepburn. Um pescoço perfumado. Um chapéu sendo levado pelo vento. Um dia cinza. Um pedido insistente. O entardecer de um dia de sol. A linha do horizonte. O desejo de se entregar. Um submarino. Os batimentos cardíacos. Um susto. O mapa do mundo. Um par de seios grandes. A fumaça do trem. Um pai. Uma mãe. Uma plantação de morangos. Um morcego. Imãs na geladeira. O corredor que leva aos quartos de uma casa. Passos rápidos. Uma festa de ano novo. A vingança. A maldade. O momento da traição. O arrependimento. O inevitável. O perdão. O rancor. A perdição. Dois corpos nus, emaranhados. A volúpia. A pressa. A palavra não dita. A luz. Uma pilha fraca. O telefone que não toca. O desespero. Uma notícia. Uma visita bem-vinda. O vizinho barulhento. O fracasso. O êxtase. A gota d¿água. Uma águia. Um chão imundo. A demora. Uma idéia brilhante. Uma música que fala de amor. Um amor que foi embora. A casa da avó. Um porta-retratos. O cérebro. Um diário. Um homem gordo. Uma mulher traiçoeira. Uma frase célebre. A dor. A mentira. Uma caixinha de música. Livros na estante. Uma revelação. Um banho demorado. O momento de raiva. O inacessível. O mês de dezembro. Uma cantora de jazz. Uma negra rebolando. Um homem feliz. Um astronauta. Remédios para dormir. O criado-mudo. Uma pia cheia de louças. Uma ordem de despejo. Um crime perfeito. Um grito. Alguém cantando em espanhol. O tédio de um domingo a noite. Uma grande bobagem. O momento de escolha. O suor. A saliva. O mau gosto. O abandono. Um livro de receitas. O bolo assando no forno. Uma pista. O vício. Uma amizade que acabou. Um anel de brilhantes. Um mar revolto. O inverno. O mistério. Versões de uma mesma história. Um engano. A decepção. O começo. O meio. O fim. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-1416635364806640208?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/1416635364806640208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=1416635364806640208&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1416635364806640208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/1416635364806640208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/o-meu-caber.html' title='o meu caber'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-9140620573876654012</id><published>2008-05-21T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:37:56.872-07:00</updated><title type='text'>para mim</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quero me assustar, me assoberbar e ir embora. Me canso fácil, enjôo. A vida se repete, me persegue sem novidades. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quero o que ainda não existe, quero a descoberta desobediente e incabível. Atropelem-me por favor, pisoteiem meu coração e derramem sobre mim um amor exausto e incansável. Esfreguem-me na cara o que ainda não vi, acabem de uma vez com essa minha falta de espanto. Quero o terror agradável de uma ternura inquieta e verossímel, quero queimar-me numa rua estreita e sem saída. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-9140620573876654012?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/9140620573876654012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=9140620573876654012&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9140620573876654012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/9140620573876654012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/para-mim.html' title='para mim'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-5503339935262993061</id><published>2008-05-21T11:24:00.001-07:00</published><updated>2008-09-10T11:38:08.318-07:00</updated><title type='text'>o não ser</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quero estar apenas eu. Secreta como quem mente. Guardar com egoísmo pensamentos estranhos e intrometidos. Quero cobrir-me de invisível e não habitar país algum. Experimentar suave o inexistente, o não sentir nem dor nem cócegas. Um sopro do que seria um não-mundo, sem a sensatez de razões límpidas e cabíveis. Não caber é o que anseio. Ausentar-me sem saber-me ausente. Não ter que ir ou chegar ou bastar. Sou tão vasta que me canso, me doem os ombros. Por um instante quero descansar de mim, esquecer meu nome e não sentir meu corpo e suas cobiças. Mãos ociosas e desobedientes, livres da avidez de sempre, ignorantes de obstinações. Momentos absolutos de sossego, um vão, um espaço vazio no meio de minhas montanhas diárias. Um não alcançar. Abandonar de leve meus desejos, tomar fôlego e depois voltar à rotina de desejar e desejar e desejar. Ter a saliva feita de silêncio e a cabeça despreocupada como deve ser a cabeça de um pássaro. Nenhum sonho nos meus olhos fechados. Nenhum sonho. Quero saber como é não ter ânsias, me transformar num mar tranqüilo e sem perigo. Vou me afogar agora, estou indo. Entontecer-me em ventos leves e desequilibrados. Logo voltarei, com fome e sede e volúpia. Fome e sede e volúpia. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-5503339935262993061?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/5503339935262993061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=5503339935262993061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5503339935262993061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/5503339935262993061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/o-no-ser.html' title='o não ser'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-884642687928656628</id><published>2008-05-21T11:06:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:38:25.141-07:00</updated><title type='text'>pequena aventura</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Logo pela manhã dava pra perceber que o dia seria cinza. A tristeza espontânea de um dia cinza me despertou certos desejos. Fiz planos de caminhar durante a tarde. Quem sabe a chuva rala não molhasse levemente meus cabelos e transformasse meu dia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Saí sem compromisso. A chuva caia fina, como eu havia desejado. A rua estava molhada e as pessoas passavam correndo, cumprindo seu destino. Meus pensamentos combinavam com o clima instável e eu estava contente. O dia havia nascido para mim. Meus passos iam um por um, num movimento desinteressado, sem rumo. Lembrei da minha infância, os banhos de chuva, a roupa encharcada. Uma entrega tola num impulso de liberdade. Foi assim que me aventurei hoje nesse dia cinza. Foi pra me sentir solta no mundo que desejei me molhar na chuva. É tão pouco e é tanto.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Cruzei ruas, dobrei esquinas. Percebi que a eternidade está nas coisas que não mudam. A chuva, o vento e os dias cinzas sempre existiram.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Parei para tomar um café. Sentei e tomei um café no meio da tarde escura. Tarde de primavera. Observei a pressa dos passos alheios. Nos olhos impacientes da funcionária do café, pude ver que ansiava pelo fim do expediente. Na mesa ao lado da minha estava sentada uma mulher, trinta e cinco anos no máximo. Ela falava ao telefone e, inevitavelmente, ouvi a conversa, estava irritada, reclamava da chuva que nesse momento aumentava cada vez mais. Ali fiquei, aguardando a chuva forte passar. Tomei mais um café e comi um brigadeiro. Há muito tempo eu não comia um brigadeiro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;A chuva diminuiu. Paguei a conta e voltei ao meu passeio. Entrei na próxima rua. Notei que nunca havia passado por ali. Lembrei de um filme que vi uma vez, tinha uma rua parecida com essa, e também chovia. Começou a anoitecer, já não era cinza o meu dia. As luzes da cidade começavam se ascender e só me restava pegar o caminho de volta para casa. Mas também ia ser agradável caminhar pela noite. Estava longe de casa, ainda teria um bom caminho pela frente. O vento lambia meu cabelo. Comecei a sentir frio. Andei bem rapidinho e logo cheguei em casa. Banho quente e demorado. A chuva continuava lá fora, mas na televisão dizia que durante a noite tudo ia mudar. O dia seguinte não seria cinza e não teríamos chuva, no máximo uma pancadazinha.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:130%;"&gt;Já deitada pra dormir, fiquei pensando em meu dia. Teria uma noite tranqüila.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-884642687928656628?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/884642687928656628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=884642687928656628&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/884642687928656628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/884642687928656628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/alegria.html' title='pequena aventura'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-8726320449625707546</id><published>2008-05-21T11:00:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:38:52.357-07:00</updated><title type='text'>frio</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ouço o barulho agudo do vento na noite que insiste depois da janela. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tento me proteger da escuridão. Assusto-me à toa, tenho espasmos e esbarro nos móveis da sala. Tapo meus ouvidos e aperto os olhos, evitando não sei bem o quê. Não tenho ainda muita intimidade com meu medo, fomos apresentados rapidamente certa vez. Depois disso começou a me mandar recados indecentes ― breves bilhetes escritos em papel de pão e guardanapos toscos de mesa de bar, que coloca cuidadosamente debaixo da minha porta. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O vento faz a janela tremer, a tensão dos meus ombros aumenta a cada batida na janela. É o medo imbecil querendo entrar. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Durante o dia não recebo visitas nem mensagens. Ele ronda minha casa durante a madrugada, deve ter se informado sobre minha insônia. Certamente escolheu a noite de propósito, sentimento sinistro que é. Esse inverno que não termina nunca, já é novembro e o termômetro marca onze graus, o que não faz muito sentido num país tropical. Sem dúvida nos dias quentes é tudo mais tranqüilo, meu corpo esquenta e se torna abrigo de coragem. Se pudéssemos ter uma conversa honesta, esclarecer dúvidas e estabelecer limites talvez ficasse mais fácil abrir a janela e andar pela casa. Houve momentos em que me distraí, como numa noite em que dançava na sala e o único barulho era o da música que embalava meu corpo pra lá e pra cá, meus ombros estavam leves e meus braços realizavam gestos grandes. A música foi ficando mais rápida e comecei rodopiar freneticamente, no meio do quarto ou quinto rodopio meu vestido começou a voar, era o vento forte entrando pela janela semi-aberta. Nunca mais dancei, nem dei festas de arromba. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às vezes me tranco no banheiro e fico lá dentro por horas, contando os azulejos e lavando as mãos na pia, depois saio e espero o dia nascer na janela da sala.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-8726320449625707546?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/8726320449625707546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=8726320449625707546&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8726320449625707546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/8726320449625707546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2008/05/ouo-o-barulho-agudo-do-vento-na-noite.html' title='frio'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-12782096521643732</id><published>2007-09-14T13:07:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:39:05.015-07:00</updated><title type='text'>.</title><content type='html'>&lt;a name="19299901"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Diariamente me recordo daquela noite: tropeços em volta da mesa, copos estilhaçados sobre o chão, lábios partidos por falta de assunto. repasso a cena, acompanho a ordem dos fatos e quase sempre me arrependo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-12782096521643732?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/12782096521643732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=12782096521643732&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/12782096521643732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/12782096521643732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2007/09/diariamente-me-recordo-daquela-noite.html' title='.'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4635916263108168369</id><published>2007-09-14T12:44:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:40:11.432-07:00</updated><title type='text'>a noite brilhante</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Se eu pudesse mudar esse momento, apenas esse momento, começaria estacionando a noite. São dez horas da noite e eu gostaria que daqui dez, quinze, vinte minutos continuasse sendo dez horas. Hoje é segunda-feira e isso eu não mudaria. Está frio, nem dá pra abrir a janela por conta do vento, o que é ruim, portanto, aumentaria a temperatura para vinte e três graus e meio. Estou sozinha em minha casa e isso eu também mudaria: a campainha tocaria e através do olho mágico veria um amigo, ele teria um presente para mim. Estou tomando chá, que seria rapidamente trocado por vinho ou uísque, ou os dois. Gostaria de ser tomada pela novidade, trocando minha noite de sono por uma noite de sonho. A novidade de uma longa noite. Mudaria a cor de meus cabelos, só por essa noite. Trocaria a estranheza desse momento por um sentimento avassalador. Trocaria minhas perguntas por outras fáceis de responder. Trocaria as dúvidas por um sorriso sem mistério. Mudaria o tamanho das coisas pequenas. Aumentaria as possibilidades. Diminuiria a distância que existe entre mim e o sul do país. Escolheria uma cor para este dia cinza. Trocaria o tamanho da minha coragem. Sumiria com o significado da palavra arrependimento. Trocaria minha dor de estômago por qualquer dor menor. Se eu pudesse mesmo mudar esse momento, mudaria o meu próprio mistério. Revelaria a todos que o que eu queria mesmo era ser dançarina. Escolheria não precisar mentir. Colocaria uma saia rodada só pra ficar rodando. Faria uma descoberta importante nessa noite. Grandes idéias eu teria. Usaria um par de brincos para enfeitar meu rosto novo. Sandálias vermelhas pra combinar com minha saia. Passaria um batom bem rosinha, do tipo brilho. Frases, muitas frases nessa noite. Desejaria um céu bem escuro, preto mesmo. A noite mais brilhante dos últimos cem anos. Seria manchete de jornais do mundo todo "A noite brilhante", "Noite sem fim", "O dia em que mexeram na noite", "Fenômeno!", "A noite inventada", "O mundo vai acabar, talvez", "Caos, calor e escuridão"... Especulações sobre o tema não faltariam. Eu inventando noites perfeitas e as pessoas transformando a escuridão em fim do mundo! Vê se pode. Difícil mesmo conseguir agradar. Não chegou o fim. A noite ainda está aqui, brilhante. Ainda são dez horas e tudo continua escuro. Ainda tenho planos, muitos planos. Minha cama ainda não está quente o suficiente para que eu me recolha. Ainda não cansei de brincar, quero enganar a escuridão mais um pouquinho. Existem várias coisas que ainda não mudei, meu corpo ainda está cheio de noite e meu coração não está completamente satisfeito, ele ainda espera por mim, ainda torce por mim, eu sinto que ele quer mais, ele bate diferente quando quer me dizer alguma coisa, bate insistente, posso ouvir o que ele diz, e bem baixinho ele sussurra: ¿ainda falta, ainda falta¿. Feliz é quem escuta o coração, é o que dizem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4635916263108168369?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4635916263108168369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4635916263108168369&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4635916263108168369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4635916263108168369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2007/09/noite-brilhante.html' title='a noite brilhante'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-340551550800178062.post-4271151380143449765</id><published>2007-09-14T12:42:00.000-07:00</published><updated>2008-09-10T11:39:55.879-07:00</updated><title type='text'>infinito</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Existem coisas que são infinitas. O que sinto agora é infinito. Estou no meio de uma noite infinita, fazendo perguntas infinitas e contando mentiras infinitas. Estou triste, infinitamente triste, quero que isso acabe, não quero essa imensidão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/340551550800178062-4271151380143449765?l=ivanadebertolis.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/feeds/4271151380143449765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=340551550800178062&amp;postID=4271151380143449765&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4271151380143449765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/340551550800178062/posts/default/4271151380143449765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://ivanadebertolis.blogspot.com/2007/09/infinito.html' title='infinito'/><author><name>ivana debértolis</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16142865846482764532</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/-4XoFfr9rpOg/TeRBm3Opi_I/AAAAAAAAAT0/mgcDISwXUY0/s220/PARIS%2B%252810%2529_crop.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
